Domingo, 13 de Março de 2011
De profundis, valsa mais que lenta

No dia em que Claude Debussy fez nascer a música pairava uma longa névoa melancólica sobre Paris. Sentado ao piano desenhou um corpo triste e doce que se alastrou lento sobre a humanidade como se o seu próprio corpo respondesse ao desassossego da neblina e então Paris choraria para sempre o mundo.

Hoje, ao passar a Ponte, vi as nuvens sobre o Cristo-Rei e o rio a correr na escuridão ao som de uma breve valsa lenta. Lembrei-me que algures a humanidade desequilibra-se, o eixo da Terra desloca-se, a água destrói e o mundo gela com uma tristeza que se transforma em dor. E todos nós, por momentos, conseguimos chorar. A humanidade de tudo isto.

 



publicado por jorge c. às 19:37
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