Terça-feira, 27 de Abril de 2010
As pessoas que barafustam

As pessoas que barafustam não são uma massa uniforme. Pode haver pessoas que barafustam sem motivos, o que acontece inúmeras vezes, e pode outrossim haver quem barafuste com razão, por colisão de interesses ou, no limite, de direitos.

Porém, a Shyznogud acha que as pessoas barafustam porque não estão tão atentas quanto ela. O problema desta vez é que a Shyznogud ou não leu a notícia toda ou então não estava muito atenta ao pormenor de, a partir de agora, as ambulâncias passarem a pagar estacionamento no IPO de Lisboa.

No IPO do Porto paga-se estacionamento. Se não estou em erro sempre se pagou. Não é isso que me perturba a mim nem às pessoas que barafustaram com esta notícia que especificava o caso concreto das ambulâncias. É que não parece ser lógico que um instrumento de serviço público passe a pagar estacionamento num instituto público, seja meia, uma ou duas horas depois. O princípio está, à partida, errado. Se o Estado providencia um serviço que serve como meio de transporte para outro serviço seu, então está a pagar o quê? Isto para não falar nas corporações de bombeiros que, com cada vez menos meios, ainda terão de desembolsar para fazerem este tipo de serviço.

Se calhar até pode parecer palermice minha, mas a lógica parece ser outra.



publicado por jorge c. às 13:57
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16 comentários:
De Shyznogud a 27 de Abril de 2010 às 14:18
és capaz de fazer o favor de me explicar porq raio hão-de as ambulâncias permanecer num parque de estacionamento com espaço limitado depois de terem deixado o doente? Não sei se sabes q qdo é hora de o voltarem a ir buscar são avisadas. Ora, como se lê na notícia, a primeira meia-hora não se paga, o q lhes permite irem depositar o doente de forma grátis, depois saem e estacionam nas redondezas e, mais tarde, vão buscar o doente, não pagando tb. (mais meia-hora grátis). Ou seja, bullshit!


De jorge c. a 27 de Abril de 2010 às 14:29
Não interessa se é meia-hora ou 4 horas. O princípio está errado à partida. Deve haver regras, concordo, até porque as ambulâncias particulares não seguem os mesmos propósitos (tecnicamente). Mas o pagamento não só não faz qualquer sentido como está errado por se tratar de um serviço público da mesma natureza. É lógico para os particulares (pessoas que lá vão de visita ou até mesmo levar doentes), mas não para uma ambulância que está a prestar um serviço. Que haja regras, que haja multas, de acordo. Pagamento obrigatório não.


De Shyznogud a 27 de Abril de 2010 às 14:43
Vais desculpar-me, jorge, mas o serviço que a ambulância presta não é pago, porque descarregar e carregar doentes faz-se em menos - muito menos - de meia-hora. Obviamente q uma ambulância em serviço de urgência não tira ticket à entrada (de qqr forma as ambulâncias de q se fala são as q trasportam doentes para tratamentos e consultas, ficando, depois, horas à espera para o regresso).


De jorge c. a 27 de Abril de 2010 às 14:45
É passível de ser pago. E esse princípio, esse precedente aliás, não faz sentido.


De Shyznogud a 28 de Abril de 2010 às 09:14
só uma coisinha mais: qdo serviços de estado enviam correspondência pagam selos?


De jorge c. a 28 de Abril de 2010 às 10:41
Que comparação mais obtusa!


De Shyznogud a 28 de Abril de 2010 às 10:53
olhe q não, doutor, olhe que não, repare nesta sua frase "O princípio está, à partida, errado. Se o Estado providencia um serviço que serve como meio de transporte para outro serviço seu, então está a pagar o quê?" e veja se a analogia não é possível.


De jorge c. a 28 de Abril de 2010 às 10:56
Não fosse dar-se o caso de estares a brincar com os conceitos e, no exemplo que dás, ser inviável outra situação. Neste caso o acto de envio e recepção está na mesma pessoa. É, portanto, um exemplo obtuso.


De Shyznogud a 28 de Abril de 2010 às 11:46
inviável? explica lá essa


De jorge c. a 28 de Abril de 2010 às 11:55
Inviável no sentido de ter de haver algum mecanismo de portabilidade. Além de que hoje, com o e-mail, essa questão começa a ser uma não-questão. Sim, eu sei que vais dizer "nem imaginas a quantidade de cartas blablabla". É certo, mas cada vez será menos assim. Em todo o caso, a questão nem é tanto essa mas sim a forma que os dois exemplos adoptam que é não só fisicamente diferente como também o é no sentido da relação subjectiva estabelecida.


De Shyznogud a 28 de Abril de 2010 às 14:32
Estavas, q eu desse por isso, a discutir a questão em termos de princípios, afirmando q não fazia sentido nenhum q um serviço do estado pagasse a outro serviço do estado... ora, com o meu exemplo provei-te q esse princípio não se aplica em geral. De toda a maneira esta é uma falsa questão qdo existe a tal possibilidade da meia-hora grátis. Volto a dizer q o barulho feito teve a ver com reacções a quente, basta ultrapassar a reacção inicial, em q a razão é toldada pela emoção ("pobres doentes oncológicos, forçados a pagar"), para se perceber q é uma medida mto sensata e q, de facto, não lesa ninguém, pelo contrário.


De jorge c. a 28 de Abril de 2010 às 14:34
Compreendo que não queiras conceder que o exemplo que deste é um disparate.
Mas em relação à meia-hora, é evidente que não és tu que determinas as circunstâncias e como tal é impossível saber o tempo certo ou não. O que é possível determinar é que ambulâncias pagarem estacionamento numa instituição de saúde pública é um perfeito disparate.


De Shyznogud a 28 de Abril de 2010 às 15:18
Volto a relembrar-te q há ambulâncias e ambulâncias, estas, de q falamos, não estão lá a fazer serviço de urgência. Depois de depositarem o doente - coisa para 5/10 m - ficam, não raras vezes, 3/4/5 horas à espera para o levarem de volta a casa. Não preciso voltar a lembrar-te q são avisadas qdo o doente tem o tratamento/consulta terminada, pois não?


De jorge c. a 28 de Abril de 2010 às 15:20
Não vale a pena continuar esta discussão. Tu vais continuar a achar que podes determinar o tempo que as ambulâncias necessitam independentemente da relatividade das circunstâncias. Não há explicação para isso, mas tu embicaste para aí, pronto. Nada a fazer.


De Shyznogud a 28 de Abril de 2010 às 15:19
E não, não concedo nada, já q foste tu q vieste com a história dos princípios e de ser incompreensível, como princípio, q o estado pagasse a ele próprio (foi isso q, de facto, disseste).


De jorge c. a 28 de Abril de 2010 às 15:21
E foi isso que de facto disse. Mas qualquer pessoa que leia o que eu disse percebe o disparate da tua comparação. Mas tudo bem, não concedes para não dar o braço a torcer. Todos temos momentos assim.


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