Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
2º dia no Estoril - Deus e o Rei

A tarde de ontem foi muito interessante. Tão interessante que acabou num grande concerto de Aloe Blacc na Aula Magna e eu nem tive tempo de vos pôr a par da excelente intervenção em apneia de Roubini que veio dar uma palestra sobre a crise financeira global (causas/efeitos/possíveis soluções) que possivelmente deixou Miguel Frasquilho muito desconfortável. Howard Dean também foi giro. Uma aula de pragmatismo e real politik depois da cantilena da manhã. Mas o que lá vai, lá vai e segue o segundo dia de Conferências.

 

Hoje tivémos uma manhã plena de dispersão estratégica. O tema eram os desafios e a governação global. Meia casa forte, como na festa brava, de onde salta uma boa prestação final de Carlos Lopes e de Sergey Karaganov. A crise financeira e o desenvolvimento económico andaram numa rodaviva atrás de uma participação global, mas fica claro que a complexidade é inimiga de soluções mágicas e dessa dispersão institucional estratégica. Um debate que poderia ter sido verdadeiramente interessante mas que pecou por ser confuso e mal mediado.

 

A grande expectativa estava em Larry King. Não vou falar da prestação de Mário Crespo que roçou o ridículo na tentativa de insinuar censura. Posso dizer apenas que, tal como outros companheiros da luta, fiquei um pouco desiludido. Uma conferência que andaria à volta dos desafios globais da democracia acabou por ser sobre Larry King. Mérito indiscutível para a sua capacidade de comunicação e de sedução. De assinalar a percepção da sua própria profissão, da sua evolução, com referências inevitáveis a Ted Turner e a Walter Cronkite; uma história sobre um entrevistado (polícia) e o míudo que o alvejou que emocionou a plateia; e uma descrição em pontos muito concretos daquilo que deve ser a habilidade jornalística em aprender para perguntar e voltar a aprender para voltar a perguntar. Sobre desafios globais... fica à vossa criatividade, não sejam preguiçosos.

 

A esta hora, olhando ali para baixo, vejo Deus sentado à espera que as pessoas cheguem. Numa clara manifestação de graxismo, a pontualidade de Rodrigo Moita de Deus (também blogger do 31 d Armada) diz muito da organização competente destas conferências.

 

Se o Bendfica me permitir, ainda hoje direi qualquer coisa. Sejam amigos.

 



publicado por jorge c. às 14:59
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