Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
ética, integridade e história

Quando Pauline van der Meer Mohr falava há uns dias sobre ética, integridade e história como aquilo que é fundamental ensinar às futuras gerações de gestores (e não só, digo eu), lembrei-me deste artigo que tinha lido há umas semanas na Economist.

De facto, a nossa concepção do ensino superior têm andado às avessas com as necessidades reais. Pensar que tantas vezes servimos urgências inconsequentes do mercado e ignoramos a consistência social, económica e cultural é algo que nos deveria envergonhar.

A velocidade do mercado é inimiga da serenidade operacional. Mas sem uma serenidade operacional e instrumental dificilmente conseguiremos contribuir para o desenvolvimento da comunidade para que estamos a trabalhar. No fim, percebemos que é uma pescadinha de rabo-na-boca. Por isso é fundamental que se compreenda um conjunto de realidades sem olhar para elas de uma perspectiva meramente lucrativa. Podemos chamar a isto a função social das empresas.

Não é apenas aos alunos que compete uma maior aplicação formal, nem se chega lá com palestras de esclarecimento. Agir no seio da academia passa por criar espaços de interesse comum que entusiasmem os alunos numa aplicação material na sua formação. Não falamos só do contacto com as necessidades reais dos mercados primários, mas também com as carências sociais das comunidades, bem como a percepção das diversas lideranças que se encontram espalhadas por todo esse universo, desde o poder político ao poder social.

Trabalhar neste âmbito é mostrar às novas gerações as vantagens da sua própria rede social real, é dar-lhes cultura social, é conduzi-los pelo caminho da integridade e do respeito por valores essenciais. É estranho que ainda tenha de se explicar isto como se fosse uma novidade.



publicado por jorge c. às 15:01
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2 comentários:
De cjt a 9 de Maio de 2011 às 18:23
o problema, jorge, é que o nosso ensino superior ainda não 'deslargou' os 80's e os yuppies. trata-se de um ensino (superior e não só) vocacionado para 'uma boa vida', ou 'uma vida de sucesso'. infelizmente, na tal linguagem yuppie, tal significa atropelar tudo e todos para obter uma festinha do chefe...


De EK a 16 de Maio de 2011 às 11:29
Isso parece-me algo que vai acontecer para sempre. Porque é mais natural que em certas idades só se consiga avaliar determinadas coisas de uma única perspectiva. Há uns que com o tempo, vão compreendendo. Outros, nem por isso.


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