Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
Responsabilidade Institucional

Vasco Graça Moura decidiu, sabe-se lá bem por alma de quem, que o seu CCB não iria aplicar o novo Acordo Ortográfico. Vamos por partes.

 

Em primeiro lugar, não se trata de estar, ou não, de acordo com o novo acordo. O que está aqui em causa é se existe ou não legitimidade, de alguém que assume um cargo público, para decidir que determinada instituição não aplica uma regra que o Estado assume como estratégica. Imaginemos, agora, que um professor, um médico ou um juiz decidem não aplicar uma regra definida pelo Estado... Pois.

 

Nenhuma convicção pessoal pode subverter aquilo que o Estado, legitimamente representado, define como estratégia política, a não ser a de um governo eleito que decida alterar essa mesma estratégia. Vasco Graça Moura representa uma instituição. Ele não é a instituição. A instituição rege-se por aquilo que o Estado define.

 

Por último, a discussão sobre o Acordo Ortográfico não pode ignorar a relevância que tem uma uniformização de uma linguagem que abrange centenas de milhões de pessoas. Não hoje, em 2012, e num mundo com as características que ganhou. Uma vez mais, podemos estar a favor ou contra. No entanto, é mais do que lógico que, ao desenhar uma estratégia política desta natureza, todas as instituições que representam o Estado sejam coerentes com ela. É a isto que se chama responsabilidade institucional. 



publicado por jorge c. às 19:59
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5 comentários:
De Daniel João Santos a 5 de Fevereiro de 2012 às 18:15
apoiado!


De Octávio dos Santos a 6 de Fevereiro de 2012 às 00:21
Sim, Vasco Graça Moura tem legitimidade para fazer o que fez: este «acordo ortográfico», além de ridículo e inútil, é ilegal.

O «Estado, legitimamente representado», não representa a população portuguesa neste assunto, que, maioritariamente, está contra.

Este «acordo» não promove qualquer «uniformização», muito pelo contrário. E mesmo que promovesse, tratar-se-ia, pura e simplesmente, de totalitarismo cultural.


De jorge c. a 12 de Fevereiro de 2012 às 11:26
octávio dos santos, não diga disparates.


De Octávio dos Santos a 12 de Fevereiro de 2012 às 17:10
«Não diga disparates»? Seis dias depois, é esse o seu único «argumento» contra factos?


De silva a 4 de Março de 2012 às 10:06
Aonde está a justiça no caso do Casino Estoril, este caso do despedimento coletivo é pior que o freeport e de muitos sucateiros.


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