Segunda-feira, 24 de Junho de 2013
Ode do sol futurista

No dia em que o sol cresceu, no meu país

As máquinas começaram a trabalhar

E vieram de todo o mundo homens

E mulheres e crianças cantando felizes

A esperança do senhor ministro Gaspar.

 

Os barcos encheram o rio de alegria

E na estrada fulminou o brilho do progresso

Ehhhhhh! Cimento pesado! Ehhhhh! Tijolo sólido!

Dezenas de cisternas e betoneiras a romper

Pela velha calçada erguendo os alicerces do investimento.

Florescem as bases da habitação, do crescimento.

Que calor bom, este, que semeia a riqueza de betão

É esta a temperatura mística que fará esquecer o inverno.

 

Ah! Não me venham com a melancolia da chuva.

Hibernem em Dezembro e Janeiro e partam pedra

O ano inteiro, quando o sol brilhar no alto e não mais

For possível respirar o ar sufocante das tardes de Julho.

Vejam edificar o amanhã da civilização ocidental.

Que o ouro cresça nos bolsos das gentes e que,

Finalmente, se faça cumprir Portugal. 

 


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publicado por jorge c. às 11:50
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1 comentário:
De o de o de a 24 de Junho de 2013 às 20:00
Ode do sol futre turista?

No dia em que o sol cresceu,

no teu país

um sonho nasceu?

numa árvore sem raiz?

As máquinas começaram a trabalhar

E de todo o mundo homens vieram

eram máquinas para escavar?

e os homens nada trouxeram?

E mulheres e crianças felizes cantando

como cigarras no verão eterno esperando

A esperança do senhor ministro Gaspar.

e a fé cavaquista na terra e no mar?



Os barcos encheram o rio de alegria

aos barcos aborrecia o mar

era talvez dos barcos a mania

de no rio quererem afundar



E na estrada fulminou

o brilho do progresso

e o progresso terminou

baço e cheio de excesso?


Ehhhhhh! Cimento pesado!

Ehhhhh! sólido Tijolo

ehhhh que engraçado

cobriu todo o pátrio solo?

de lado a lado?

estais enganado...



Dezenas de cisternas

e betoneiras a romper

em monumentais badernas

em verbos de pó encher

Pela velha calçada

à ancestral portugueza?

ia gente rota e cansada?

que trivial beleza...


erguendo os alicerces

do investimento.

cortando as árvores cerce

e deitando o cimento?


Florescem assim

as bases da habitação,

do crescimento, enfim

de cimento é solução

pois crescimento sem fim

é cimento no chão

pois então...



Que calor bom, este,

que semeia a riqueza de betão

como se fosse a branca peste

e o calor acende então

torre de babel que resiste

babel de torres que persiste

e então o betão

é tudo o que existe



É esta a mística temperatura

que fará esquecer ao inverno

que o verão nunca dura

e o frio será eterno



Ah! Não venham com a chuva da melancolia

oh ....não sejais dessa triste fratria

uh Hibernem em Janeiro

e partam pedra O verão inteiro, ...o ano num dava né

ó zé...

quando o sol brilhar

no alto e mais não

é possível respirar

o sufocante ar de verão?


Vejam edificar o amanhã

da civilização oriental.

burkas com sutiã

e hindus com fio dental

Que cresça o ouro

esse thesouro

nos bolsos das gentes

dementes

e que, Finalmente,

no passado ou no presente

se faça cumprir Portugal.

enterrado num buraco abissal?


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