Terça-feira, 17 de Setembro de 2013
Da política local

1. Na política local, o factor mais importante é a cidadania. É mais fácil vermos concretizado um projecto de desenvolvimento e crescimento se, antes do escrutínio, influenciarmos e demonstrarmos aos representantes políticos a direcção mais interessante para a comunidade. Por todo o país, o movimento associativo e organizado tem um poder que, ainda hoje, não consegue mobilizar os cidadãos para a sua relevância no plano político. Sem dramatismos ou decadentismos, ao associativismo falta a capacidade de maior mobilização para além da sobrevivência. 

 

2. Se as redes sociais são, hoje, um elemento eficaz de comunicação política, elas são também um perigo para a cidadania. A campanha autárquica tem sido um exemplo claro disso mesmo. Uma campanha autárquica deve conseguir esclarecer os eleitores. O seu valor está na capacidade de transmitir um projecto político que capte o interesse daqueles. Para isso, recorre-se à componente lúdica, que é uma forma eficaz de captar atenção. Com as redes sociais, e principalmente com as centenas de páginas criadas no Facebook, a componente lúdica passou a ser o resultado final e não um mero instrumento. Por um lado, trazemos mais pessoas para o universo político, por outro, transmitimos uma ideia errada daquilo que é essencial na política local.

 

3. O campo aberto para o populismo nas autárquicas tem dimensões cada vez maiores. A convicção criada no eleitor mais atento, muitas vezes, é que já nem vale a pena porque a política local é um espaço de broncos. Os partidos, dada a sua dimensão, tem cada vez mais dificuldade em promover boas práticas nas suas células locais. Fora do período de eleições, as distritais e concelhias têm como única preocupação a captação de votos para dentro e pouco trabalham o projecto autárquico e comunitário durante 4 anos. Por outro lado, as candidaturas independentes estão a promover o anti-partidarismo e uma ideia falsa de superioridade moral que vai contra tudo aquilo que a nossa Constituição defende. A necessidade é, cada vez mais, formar quadros políticos locais sem recurso a metodologias eleitoralistas. 



publicado por jorge c. às 13:26
link do post | comentar | partilhar

Um blog de:
Jorge Lopes de Carvalho mauscostumes@gmail.com
pesquisa
 
arquivos

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

tags

todas as tags

blogs SAPO
visitas
subscrever feeds