Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Uma casa portuguesa

O Pedro Marques Lopes ensaia aqui uma passo doble, mas ele sabe que não passa de uma revienga. A questão que se coloca não é se Rio está ou não melhor preparado que Passos Coelho. O ónus da preparação está no Dr. Passos Coelho. Porque antes de ser Presidente de Câmara, o Dr. Rio foi Secretário-Geral do PSD. É um político com um percurso concreto e objectivo. Já o Dr. Passos Coelho foi líder da JSD e vai dizendo umas coisas que nós ainda não sabemos se vêm da cabeça dele ou não. Portanto, tem muito por provar ao país (não é ao partido, porque já é Presidente). Se calhar, se tivesse sido Presidente de Câmara já lhe conhecíamos algumas qualidades. Assim sendo, só lhe conhecemos a retórica insípida de quem não quer grandes comprometimentos e a instrumentalização das distritais e concelhias para preparar um aparelho. O meu querido amigo repare, por exemplo, que não se conhece qualquer ideia do PSD de Passos Coelho em relação à Europa. O que faz com que qualquer cidadão desconfie quando depois - só depois, já sabemos como é - do encontro de Sócrates com Merkel o Dr. Passos Coelho vier dizer qualquer coisa. Ou seja, é sempre extemporâneo. Em suma, não se trata dos outros vs. PPC. Trata-se, isso sim, de PPC mostrar que tem uma ideia, uma estratégia, uma definição de objectivos que até agora ainda não mostrou. De resto, o que Santana Lopes está a fazer foi o que a entourage de Passos Coelho andou a fazer durante 2 anos à Dra. Ferreira Leite - um vício de família.

 

 

Adenda: apercebi-me agora que o título que escolhi para este post tinha sido utilizado por Vasco Pulido Valente. É evidente que o meu título se refere às zaragatas dentro do PSD e nada têm que ver com o que escreve VPV.



publicado por jorge c. às 14:01
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publicado por jorge c. às 02:36
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011
Not searching for the real thing

Leio por aí que há muitas expectativas no encontro entre Sócrates e Merkel. Nos meios de comunicação social lê-se que os dois encontrar-se-ão para discutir a posição da Alemanha em relação à ajuda a Portugal. Mas ninguém parece querer saber qual a posição de Portugal em relação ao ritmo imposto pela Alemanha em termos fiscais e de crescimento económico. Das duas uma: ou o Governo português não tem uma posição para defender porque não tem força política na UE, ou os media não ligam muito a esse factor, o que me parece estranho já que a comunicação e assessoria do Governo é conhecida pela sua competência. Vou mais pela tese da nossa incapacidade de discutir a Europa com os nossos parceiros.

E se assim é, por que razão não aparece agora o PSD a assumir uma posição forte e consistente sobre a forma como Portugal deve enfrentar aqueles que lhe impõem regras desproporcionais? Como não haveremos de ficar com a sensação de que a nossa governação e a oposição estão a viver noutro universo?



publicado por jorge c. às 18:47
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Joane, o parvo

Acho que já citei Agostinho da Silva quando disse que não tinha a certeza da morte porque nunca tinha morrido. O MEC ficou doido (um aparte). Sei que, se morrer, gostava de ter na minha carteira o número e o nome da Fernanda. Ela diria: "Sim, conheço. Era parvo, gostava do meu tártaro de atum, da minha generosidade e das minhas pernas."

Este poderia ser um post sobre a minha morte. Já a vi, já a subestimei, já a desejei e já deixei de a levar a sério. Mas é um post sobre a Fernanda, sobre o porquê de estar em conflito permanente com ela e de, ao mesmo tempo, a admirar por pensar e escrever aquilo que faz sentido. Pelo menos para ela. Houve um tempo em que, antes do tártaro e das pernas, só havia a minha parvoíce. E foi ai que nos encontrámos. Precisamente. Naquilo que faz sentido. Talvez tenha sido isso que o Gil Vicente quis fazer ver: resta-nos esta forma emocional e genuína de existir num contexto - a nossa salvação. A morte é uma inevitabilidade. Resta-nos gostar de gostar e de não gostar para poder viver em paz.

Cito outra vez o Agostinho, se calhar... "Posto que viver me é excelente, cada vez mais gosto mais de menos gente."



publicado por jorge c. às 01:40
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2011
Rumba de Sábado à noite



publicado por jorge c. às 18:56
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011
"Você é uma sensação que provoca em muitos homens uma enorme tensão"

Dizem as más línguas que num certo Carnaval um vizinho meu não aguentou a emoção e deu-lhe o badagaio enquanto via as imagens do Sambódromo. O coração cedeu. A tensão arterial, enfim... a saúde.

Posto isto, não sei se alguém vai ter coragem de dizer ao Pedro Mexia que a Anne Hathaway vai apresentar os Óscares.



publicado por jorge c. às 18:46
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A música portuguesa se gostasse dela própria

Não me recordo onde ouvi Fernando Tordo dizer que os putos tocam o que ouvem na rádio. Nada mais verdade, se entendermos "rádio" como um símbolo da difusão cultural da época. Tal como eu, milhares de pessoas da minha faixa etária, e até das que estão à volta (permitam-me este exercício de egocentrismo) cresceram sob uma forte influência da cultura anglo-saxónica. Talvez mais do que qualquer outro grupo etário, aquele em que me incluo levou com uma dose grande da cultura popular britânica e americana. A partir desse momento, a expressão cultural, o raciocínio artístico ou a linguagem criativa têm uma matriz não tradicional, exterior ao meio. É natural que assim a expressão se faça nesse sentido.

A minha base cultural é americana. Quando penso em fazer música ou tocar faço-o naturalmente em blues, country ou rock'n'roll. Quando imagino um diálogo para ficção humorística, imagino-o numa língua que não é a minha. Mas quando penso ou escrevo no sentido mais literário faço-o em português. A minha cultura tem, assim, natureza diferente que varia consoante a forma como me chegou o objecto cultural e a qualidade desse mesmo objecto ou o interesse que ele suscita.

Já se tentou de tudo para modificar esta realidade. Normalmente vai-se pela lógica da obrigação: quotas, imposições editoriais ou de agenciamento, etc. Mas a cultura popular portuguesa parece não interessar aos mais novos, àqueles que estão em formação e mais permeáveis à influência cultural. A imposição editorial, por exemplo, não resulta porque para o fazer tem de se ter algum poder (financeiro e de lobby). Em Portugal só o tem quem participa no mercado mainstream que é um mercado com um enorme défice de criatividade, qualidade e inovação. Qual será a solução?

Ontem, pouco antes do Benfica, falávamos de Tiago Pereira e dos seus documentários. "A música portuguesa se gostasse dela própria". É uma frase do João Aguardela (vide vídeo vici) que descreve muito bem a raiz do problema: do preconceito à falta de auto-estudo. Mais tarde, passámos perto do Rock Rendez-Vous e lembrei-me do Aguardela, de como nos faz falta haver referências com essa auto-estima de que o próprio fala.

A importância dos docs do Tiago Pereira está exactamente aqui: na forma como nos descobrimos e reinventamos. É essa a solução.



publicado por jorge c. às 13:56
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Definições importantes

demagogia

(demagogo + -ia) s. f.

1. Preponderância do povo na forma do governo.

2. Abuso da democracia.

3. Dominação tirânica das facções populares.

4. Discurso ou acção que visa manipular as paixões e os sentimentos do eleitorado para conquista fácil de poder político.

 

Também podem ser definições de carácter. A demagogia é uma fragilidade do carácter.


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publicado por jorge c. às 11:45
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
Lisboa em dourado e escarlate


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publicado por jorge c. às 13:35
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Das regras

O que se passou em Paços de Ferreira tem interesse geral, como bem afirma o Bloco de Esquerda. O meu amigo RPS costuma dizer que a direita e a esquerda distinguem-se da seguinte forma: a esquerda não gosta da polícia e a direita não gosta de polícias. É bem verdade que a discussão passa sempre por aqui e perde a força do interesse efectivo que tem para a sociedade, mesmo quando se trata de uma questão de direitos fundamentais. Não importa aqui afirmar qualquer opinião sobre o caso em concreto por falta de enquadramento. Não sabemos, em rigor, o que se passou nem ao que estavam autorizadas as forças de segurança do estabelecimento prisional. Depois do inquérito talvez possamos chegar a mais alguma conclusão. Mas, antes, importa sim discutir a relevância deste assunto e por que razão estiveram bem todos os partidos ao concordar com a audição do Ministro da Justiça.

A evolução do direito penal e dos seus vários ramos tem sido muito rápida nos últimos 20 ou 25 anos. Hoje, por exemplo, já não se entende a pena como um correctivo, mas como uma forma de retirar direitos e liberdades. A proporcionalidade é um dos princípios fundamentais nesta filosofia que decidimos adoptar para a melhor satisfação do interesse geral, como salvaguarda dos direitos humanos. Se pode acontecer a um, pode acontecer a todos. Assim, não faz sentido a utilização de instrumentos que tenham como propósito infligir dor para imobilizar. É importante que, dentro daquilo que seja a sua discricionariedade, um agente de segurança saiba agir em proporção.

Com efeito, é este o momento em que partimos para uma ideia mais abstracta: a de que é fundamental que as instituições sejam rigorosas no cumprimento das regras e na sua auto-regulação. Todas as instituições têm uma característica em comum que é ser uma criação da lei. Por conseguinte, estão vinculadas a um conjunto de regras perfeitamente definidas. Logo, a prevaricação será sempre um factor de descredibilização das instituições. E quando falamos de forças de segurança o assunto ganha ainda um peso maior porque se tratam de organismos que têm por objectivo assegurar a segurança de todos os cidadãos e protegê-los ao abrigo da lei. Um estabelecimento prisional não é excepção.

É claro que o meu amigo RPS tem razão na sua distinção. Acontece que quando se trata de avaliar a prestação da polícia não o podemos fazer com essa leveza. Há um bem muito maior a proteger: a segurança de todos, incluindo a da própria instituição. Porque uma instituição descredibilizada é uma instituição desrespeitada e fútil.



publicado por jorge c. às 12:09
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011
A Senhora Merkel não conhece a grande revolução


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publicado por jorge c. às 12:43
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
That's entertainment!

Hoje deparei-me com uma peça no Correio da Manhã que incluía um vídeo de um homicídio. É algo que me recuso a colocar aqui mas que acabei por partilhar durante o dia por estar em estado de choque. Não é o homicídio em si que me choca. Apesar da curta vida, já me passaram pela frente cenários bem mais inenarráveis do que aquele. Choca-me em particular a forma leviana como tudo isto é colocado à disposição das pessoas, sem qualquer filtro, sem qualquer critério. Choca-me porque vejo no Correio da Manhã e outros meios de comunicação da mesma estirpe um moralismo e um justicialismo que não são compatíveis com o Estado de Direito. Lembra aliás outras publicações de um tempo a que a grande maioria dos portugueses não quer certamente regressar. Ou pelo menos assim quero acreditar. Um tempo de fechar pessoas no Campo Pequeno.

Adenda: "Sobre uma certa forma de liberdade de expressão", por Funes, el memorioso



publicado por jorge c. às 23:02
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Conta-me como foi - um conto sociológico-matemático

Estava tudo bem na margem sul. Gaitán cruza para Cardozo que estava no meio de três cidadãos desorientados. Um desses cidadãos ensaia uma espécie de corte, que é uma forma de inverter a narrativa da bola num lance de um desporto com o qual ele não estava minimamente familiarizado. A bola sobra para Salvio - um latino-americano que tem um conhecimento académico do desporto - que não hesitou em empurrá-la lá para dentro. Golo! A margem sul parecia ser o sítio ideal para se estar. Tudo zen! Entretanto, o árbitro apercebendo-se que o adversário do Glorioso jogava com 8 desde o início resolveu tentar equilibrar e pôs-nos a jogar com 10. Foi justo e lá seguimos até o Gaitanzinho enfiar o esférico na rede de novo. Fiocou tudo bem. Preparavamo-nos para efectuar o devido pagamento quando salta uma sms para o telefone de um dos dois compatriotas Benfiquistas que me acompanhavam. "Anda para a embaixada da Líbia e traz cigarros". É num instante. Vamos lá e depois vamos beber um caneco. E assim foi. Chegados lá, não queríamos acreditar: uma multidão. Estes três reforços eram apenas uma migalha num grupo que passara então a ter 4 manifestantes. Entretanto chegaram mais 3 manifestantes munidas de 2 cartazes gigantes, A4, a dizer uma cena qualquer. Eu nem sabia que a Líbia estava com problemas. Nos placares, cá fora, parecia estar tudo bem desde os anos 70. A daydream em postais. Mas a polícia, que entretanto percebeu a ameaça que aqueles 7 cidadãos constituíam para a estabilidade do regime libidinoso, apareceu logo para dispersar a multidão. Infelizmente, dos 7 manifestantes, 7 deles foram identificados. É a pedagogia da autoridade. Entretanto, mãezinha, se for alguma carta para tua casa não te preocupes, fui eu que dei a morada. Não quero cá confusões com a justiça.



publicado por jorge c. às 12:18
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
A distinta lata

Já todos havíamos reparado que este era o governo da rankingocracia. E neste sistema de rankings, estatísticas, resultados em números, o governo parece empenhado em continuar a tomar os cidadãos por parvos. Eu acredito que não seja por mal e que sejam todos muito boas pessoas até prova em contrário. Acredito mesmo que seja por inépcia na avaliação de uma realidade pouco manipulável, aquela que há um mês atrás desabou sobre o mais fundamental dos direitos em democracia. É claro que estamos melhor do que antes do 25 de Abril, do que há 20 ou há 10 anos atrás. Mas se com os ovos à frente nem omeletes se fizesse seria a mais patética das incompetências. Devemos a este governo bastantes coisas no plano tecnológico. Mas um pouco de honestidade e menos retórica de vitimização não lhes fazia nada mal. Do que já estamos todos muito fartos é deste discurso que dá a entender que isto afinal está tudo espectacular. Não está, porra! Não está.



publicado por jorge c. às 14:44
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Borges

Como é Segunda e vocês estão todos em baixo, deprimidos e mal-tratados, deixo aqui, com a papinha toda feita, uma conferência de Jorge Luis Borges sobre um tema que lhe é particularmente próximo... Oh, eram todos, que disparate!



publicado por jorge c. às 13:08
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Breve nota

Reparei hoje de manhã que a grande maioria de canais de notícias internacionais exploravam uma série de tópicos da política internacional. Abro alguns jornais e o tema para além dessa questão é a economia e política mundiais não confinadas ao local de origem. Os media portugueses, por seu lado, estão na estratosfera. A narrativa do internacional está absolutamente influenciada por uma mentalidade que já foi ultrapassada há, pelo menos, 6 anos. Nas notícias conjunturais de economia e política ignora-se em absoluto o factor europeu e as imposições do Tratado. Além disto, a meio da manhã e a meio da tarde, os 3 canais noticiosos perdem uma hora com um espaço de opinião de telespectadores. Não sei se o problema é a falta de qualidade dos jornalistas, dos editores ou das direcções. O que sei é que as prioridades cheiram a mercantilismo e isso, muitas vezes, é incompatível com a qualidade da informação.


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publicado por jorge c. às 12:32
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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011
rumba de barba rija



publicado por jorge c. às 12:27
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É a cultura, estúpido

Quando comecei a ler isto pensei que fosse uma reportagem da estratosfera. Depois lembrei-me que estávamos a falar de um país demasiado grande para se conhecer a si própio, quanto mais ao resto do mundo. Já no fim, não pude deixar de aceitar que é uma realidade cada vez mais nossa. Basta ligar as rádios com maior audiência e ver a música que passam, a ideia errada que dão do espectro musical, da cultura popular contemporânea e como embrutecem as pessoas. E o processo repete-se várias vezes ao dia.

Esta semana, quando a Ministra Canavilhas apresentava o pacote, vi Tozé Brito a pairar por ali. Como diziam os Taxi, estamos condenados à chiclet. E isto, meus caros, já não é elitismo da minha parte, é uma preocupação séria com a estupidez alheia.



publicado por jorge c. às 12:05
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Tipo

In 1985, I thought of “like” as a trite survivor of the hippie sixties. By itself, a little slang would not have disqualified the junior from NYU. But I was surprised to hear antique argot from a communications major looking for work in a speechwriting office, where job applicants would normally showcase their language skills. I was even more surprised when the next three candidates also laced their conversation with “like.” Most troubling was a puzzling drop in the quality of their writing samples. It took six tries, but eventually I found a student every bit as good as his predecessors. Then came 1986.



publicado por jorge c. às 11:35
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
Ainda assim eles vão continuar com aquele futebol chato em frente à baliza que deixa uma pessoa tonta


publicado por jorge c. às 12:19
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Jorge Lopes de Carvalho mauscostumes@gmail.com
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