Domingo, 29 de Maio de 2011
Parabéns

Chegou-me esta informação por via de pessoas influentes, nomeadamente a dona da internet, e não queria deixar de mandar um abraço de parabéns ao Pedro Neves dos blogs da Sapo que nunca poderia julgar o que eu faria com esta sua criação e portanto não pode ser culpado de nada. A boa-fé com que o faz, a disponibilidade e a competência impõem que lhe deseje longa vida.



publicado por jorge c. às 19:21
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em rigor, é isto


publicado por jorge c. às 16:43
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My own personal cântico negro

Ao fundo, a histeria de campanha. Fico à porta a ver o que se passa, como o homem que chega a uma festa, só de passagem, e tenta dizer qualquer coisa lá para dentro. Cuidado com o barulho! E do outro lado não se ouve e diz-se qualquer outra coisa parcialmente a ver com o tema geral dos acontecimentos. É a conveniência da embriaguez. Desculpem interromper. Volto, então, este Domingo a outras leituras, a outros sons. Passo os olhos nas revistas online que os senhores fazem o favor de nos facilitar. Gosto deste sossego exilado.

Há quem diga que somos um povo alegre por causa do folclore. Outros que somos um povo triste, por causa do fado. Esta indefinição forçada pelos lugares comuns da idiossincrasia popular é muitas vezes reveladora da forma como nos comportamos, como nos relacionamos e como fazemos auto-crítica. É o determinismo do "ai, eu sou assim" e quem disser o contrário não sabe nada, é arrogante, é snob, é demasiado novo, é demasiado velho, enfim, é demasiado qualquer coisa.

Não sei o que os portugueses são, nem me atrevo a traçar perfis generalistas. Sei, no entanto, que há sempre um clima de ressentimento no ar, que alegria muitas vezes é apenas aparato sem profundidade, sem verdadeiro prazer pela harmonia, como quem sorri por reflexo e não por vontade própria. Sei que a tristeza não é muitas vezes senão falta de atenção ou de afirmação, que a rotina e a as suas vicissitudes não são suficientes para uma dor que se tenta vender aos outros, numa vitimização que é quase um distintivo de rua. Porra, toda a gente tem problemas. É a vida! Sei que a cada conversa, a cada discussão, a cada desabafo há um clima de guerra, de se olhar o outro como um inimigo - alguém que nos quer mal, que quer mal - e eu não quero ser maniqueísta.

 

Fico por aqui descansadinho a ler poesia, crazy 'bout my baby.

 


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publicado por jorge c. às 12:04
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Sábado, 28 de Maio de 2011
Um vício

A prisão preventiva aplicada por um tribunal ao arguido gera sempre questões em casos de processos mediáticos. No caso da agressão de duas miúdas a uma terceira, na zona de Benfica, não foi excepção. Não sou um conhecedor profundo do Direito Processual Penal, mas confesso que não encontro razão para grande polémica nesta situação em particular. Na redacção do art. 204º do Código de Processo Penal podemos ler: "Nenhuma medida de coacção, à excepção da prevista no artigo 196º, pode ser aplicada se em concreto se não verificar, no momento da aplicação da medida: (...) c) Perigo, em razão da natureza e das circunstâncias do crime ou da personalidade do arguido, de que este continue a actividade criminosa ou perturbe gravemente a ordem e a tranquilidade públicas."

Ora, pelo follow up deste episódio na comunicação social sabemos que houve receio de represálias na família da ofendida e que isso a terá levado a refugiar-se fora do seu meio. Não sabemos a dimensão do problema real, mas temos, pelo menos, a percepção de que terá havido perturbação da ordem e da tranquilidade pública.

A minha posição relativamente a este artigo e à situação em concreto é que ninguém deve ser obrigado a abandonar o seu espaço familiar e social com base em receios justificáveis ou ameaças efectivas. Se o arguido mantém uma conduta reprovável, indo para além do mero incómodo, a medida de coacção aplicada poderá ser perfeitamente aceitável. É uma decisão do juiz em que temos de confiar.

Desacreditar constante e injustificadamente a Justiça já se tornou um vício de que nos pode custar muito caro.


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publicado por jorge c. às 23:43
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este cavalheiro é o melhor extremo esquerdo da história do futebol

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publicado por jorge c. às 23:08
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Morreu um poeta

Podemos dizer que todos os poetas, no fundo, são revolucionários. Uns mais do que outros. A poesia tem a força que mais nenhuma literatura tem: a de nos marcar o seu próprio ritmo encrostando-se visceralmente na mais profunda das intimidades. O reforço do ritmo e de uma breve nota persistente podem desencadear a libertação, nem que seja de uma pobre alma estafada. Mas, nada mais é preciso muitas vezes que a assertividade do spoken word, mesmo que alcoólico, mesmo que velho e arrastado. E quando um poeta morre essa revolução interior fica comprometida. Não mais lhe ouviremos a prece.

Morreu o Gil-Scott Heron.

 



publicado por jorge c. às 09:02
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
A divina providência

A escassez de recursos, enquanto fenómeno limitador da conformação governamental, é uma característica recorrente nas sociedades democráticas e fundamentalmente dos Estados-Providência. Os Estados definem as suas prioridades e gerem os recursos a partir dessa escala mais ou menos consensual. Essa gestão de recursos, de uma forma mais social ou mais liberal, não atenta necessariamente contra essa ideia de Estado-Providência, contra o Estado Social. Isso não corresponde à verdade até porque a alteração das circunstâncias e da realidade sócio-económica obriga a que se definam bem as prioridades.

O dogma do Estado Social como algo perpétuo, rígido e estanque não tem origem na opinião pública. Ele tem origem no discurso político que tenta condicionar as escolhas dos eleitores criando uma falsa ideia de fim da estrutura social e a diabolização de propostas de resolução da escassez de recursos.



publicado por jorge c. às 16:12
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Dedicatória em pasodoble

 

ao filho da puta do Faria, um merdas que nunca entenderá a nobreza. O ressentimento ultrapassa-se na recta final.

 

 

Ao Victor, ao José Júlio, ao Lorca, ao Hemingway, ao Saavedra, ao Barroca (não confundas um objectivo com uma paixão - meu querido amigo que estavas tão errado) e ao Raúl de Carvalho.

Ao Zé e à Isabel. Ao Daniel e à Gena. Ao Mikas.

Ao meu pai, a melhor pessoa que o mundo algum dia verá nascer.

À Rita.

À minha mãe, a minha maior qualidade, tudo aquilo que algum dia serei de melhor.

Aos meus avós.

Ao avô Caica, a minha inspiração platónica.

 

Aos meus nobres amigos:

 vai ficar tudo bem.

 

Aos putos.

 

 

A adversidade é um toiro por correr.

 

 



publicado por jorge c. às 01:46
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
parabéns, meu velho

 

 



publicado por jorge c. às 00:00
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
A minha campanha resume-se a isto



publicado por jorge c. às 11:39
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Domingo, 22 de Maio de 2011
A crise da ironia

Acordam-me de manhã: "apareceste na televisão". O pânico. Não é algo de que uma pessoa se possa orgulhar, principalmente a um Sábado de manhã. Nunca se sabe o ponto a que chegou a noite de Sexta. Mas desta tinha a certeza: fiquei em casa. Vasculhei e descobri que afinal tinha sido um tweet meu a ser exposto em praça pública. E perguntam vocês: o que é um tweet? Ainda bem que perguntam. Devemos sempre perguntar quando não sabemos. Um tweet é um micro post-it do Twitter - uma rede social simples, rápida e directa onde se escreve apenas em 140 caracteres. Mas não basta isto. Com o tempo percebemos que não só podemos tuitar, como podemos retuitar (uma espécie de citação) e responder a todos os que seguimos e àqueles que nos seguem (ao contrário do Facebook, no Twitter não é necessária reciprocidade). Bastarão - digamos - uns dias para entrar dentro da coisa e perceber o seu funcionamento, alguns dos seus truques e a sua dinâmica. Para tudo na vida é necessário algum enquadramento.

Acontece que ontem, durante as notícias da manhã, Daniel Catalão, como já vai sendo hábito, foi mostrando algumas das reacções das redes sociais ao debate entre Passos Coelho e Sócrates. Os media tradicionais adoram ver o que se passa nas redes sociais quase tanto como eu adoro livros. É uma preocupação que quase chega a parecer genuína e comovente. E tal como podemos ver aqui, aos 22 minutos, lá apareceu este vosso camarada citado por Daniel Catalão como se tivesse sido o autor do tweet "vencedor do debate não sei. mas quem perdeu sei bem: portugal". Ora, como será bom de verificar não fui eu que disse isso, mas sim a tuiteira @NadiaMelk como fica bem visível no vosso ecrã. O que eu fiz foi um RT, ou seja, um retuíte; eu citei a @NadiaMelk fazendo um pequeno comentário antes.

Nesse meu pequeno comentário, parece ser mais ou menos evidente que estou a ser um bocadinho parvo. Bem sei que não sou muito hábil na utilização de figuras de estilo, e aquilo que pode não ter parecido uma tentativa cobarde de não ofender a minha amiga devido à utilização absurda de um lugar comum despropositado é, de facto, uma reles ironia. Julguei que fosse mais ou menos evidente.

Os media tradicionais querem usar as redes sociais a todo o custo. Eu compreendo que não seja por mal. É aquela velha euforia do empresário português "agora é isto que está a dar". Ah, a modernidade! Convém, pelo menos, que saibam o que estão a fazer e que não façam o meu pai (que assistiu a tudo isto, meu Deus) ter quase um colapso a acreditar que eu teria algum dia dito que "portugal tinha ficado a perder" como se diz nos funerais das estrelas da Emissora Nacional.

Não quero com isto ser mal agradecido. Eu adoro ser famoso e agradeço a atenção. É um sonho de criança.



publicado por jorge c. às 12:09
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O costume

A inexistência de um único vinho da Sogrape nesta peça é reveladora de duas coisas: preconceito e ignorância arrogante. Durante anos, em Portugal, o hiato entre os vinhos caros e os vinhos baratos era o mesmo entre os bons e os maus e era profundo. Empresas como a Sogrape equilibraram o mercado e apresentaram vinhos bem feitos e competentes a preços acessíveis. Pela primeira vez, e só aí por meados dos anos 90 ou até mais tarde, é que se começou a falar do conceito de "relação qualidade/preço" porque só empresas grandes tinham uma mentalidade mais evoluída e não tão familiar. O alentejano deixa de ser o vinho de eleição nas jantaradas da rapaziada ("olha uma de Monte Velho, que pomada!") e o Douro começa a entrar e a tomar território. Por causa dos vinhos que estão naquela lista? Não, por causa do Esteva.

Muito mais haveria para dizer sobre esse preconceito. Até com vinhos de topo isto acontece. Temos má crítica de vinhos, um mercado desconhecedor (a mudar, é certo) e excessivamente influenciável. Temos uma cultura vinícola fraca e queiroziana - superficial e fútil. As revistas de vinhos são pagas para destacar certas marcas e quem não o faz não entra. Os retalhistas ou não pagam ou competem a preços inadmissíveis, negociando muitas vezes abaixo do preço de custo e interferindo desse modo na concorrência directa do produto. Tudo isto é relevante para nós, consumidores. Mas o Fugas do Público prefere fazer artigos parciais. Já estamos habituados. É o costume.

 

 

Nota: Este post é escrito com um disclaimer já que o seu autor tem uma relação próxima com a Sogrape. Era só para avisar.



publicado por jorge c. às 11:44
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Sábado, 21 de Maio de 2011
Coisas realmente importantes

"Ponto primeiro: nós, com esta política de concorrência não vamos a lado nenhum. O PSD não abre a boca sobre o assunto. Nós, com esta autoridade de concorrência, não conseguimos garantir condições para uma política de concorrência sã, não conseguimos garantir que players novos entrem nos mercados..."

 

Paulo Portas, hoje, em entrevista à Única (sem link)



publicado por jorge c. às 12:24
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Ouvir sempre o Pedro Magalhães


publicado por jorge c. às 13:40
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Adoro livros

No entanto, não os posso ler a todos porque tenho de encontrar tempo para a modernidade no meio disto tudo. Alguém precisa de se preocupar com o progresso. Daí que seria para mim impossível ajuizar da melhor forma todos os requisitos para atribuir um prémio como o Man Booker que se foca não apenas num único manual de inscrição na vida, mas sim num conjunto de obras na obra do autor. Não quero, no entanto, deixar de concordar histericamente com a atribuição do Man Booker 2011 a Philip Roth.

Não obstante acreditar que Roth é o melhor escritor vivo e para isso - vou fazer agora de Clara Ferreira Alves - bastar-lhe-ia ter escrito a Pastoral Americana e a Mancha Humana, o autor tem sido injustiçado numa série de prémios. Posso ser suspeito. Sou, mas isso agora não interessa nada porque é mesmo disso que vou acusar os outros.

Podemos ler aqui que um dos júris demitiu-se depois da atribuição do prémio a Roth. Uma mulher, pois então, por que será? A Sra. Callil não só acha que o assunto é sempre o mesmo (cenas de homem) como também é muito possível que não goste efectivamente do autor. Não deixa de ser giro. No outro dia, alguém desatou aos gritos contra a misoginia e o machismo de Vinicius de Moraes (nascido em 1913, já agora, num país tropical da América Latina), coisas que desgraçam logo toda a obra de um autor, que horror! Este pensamento pertence a quem não valoriza a literatura, a quem não quer saber da literatura, tendo apenas uma agenda demasiado pessoal (totalmente legítima, diga-se) incapaz de reconhecer a beleza ou a genialidade do que se lhe apresenta escrito. Coisas que respeito num ambiente próximo do miradouro da Graça, onde gosto de falar de poesia sem comprometimentos.

Quanto ao tema ser o mesmo... Quer dizer, como diz o meu amigo João Gaspar sempre que vemos um filme: "isto era sobre a condição humana". No limite, tudo é sobre a condição humana e esse será sempre o tema de eleição da maioria dos autores. A beleza de cada obra está na forma como o autor explora essa condição e nisso Roth foi sendo sublime, mesmo que a espaços.



publicado por jorge c. às 10:07
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
Home

Em Grande Hotel, de Lotte Stoops, Berta, a mulher que podemos ver e ouvir logo no início do trailer, diz-nos que se "saudade" é uma palavra exclusivamente portuguesa, então "home" será uma palavra exclusivamente inglesa. Nenhuma palavra pode descrever o significado de "home": esse lugar onde nos sentimos confortáveis, cúmplices e parte integrante; esse lugar onde a linguagem é inteligível, onde nos entendemos e onde somos naturalmente solidários.

Para Berta, não foi regressar a Portugal, mas deixar esse útero e chegar a um sítio estranho. Apesar de não o compreender, passados tantos anos, sabe que não há outra solução. Mas não lhe peçam para aceitar e fazer de conta que é forte e que está tudo bem. Longe dessa casa nunca se estará totalmente bem, mesmo que qualquer tábua sirva de cama.

 



publicado por jorge c. às 20:17
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Da democracia

Sempre entendi que a democracia é um sistema inclusivo e solidário, porque vincula os eleitores nas suas escolhas, mediante a responsabilidade dos que votam nos vencedores (que irão governar) e o respeito dos restantes (que aceitam a escolha da maioria).

 

Ler o Paulo, sempre.



publicado por jorge c. às 13:34
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A forma errada de fazer campanha

Com seis anos de governação tomam-se muitas decisões, sendo que muitas delas não coincidem com o programa original, outras contrariam posições assumidas anteriormente e outras tantas desafiam até a natureza ideológica dos partidos. Podemos não ver isto como uma incoerência inadmissível, mas antes como real politik ou mera movimentação social.

A verdade é que basear uma campanha eleitoral nas contradições e erros dos outros pode ser uma estratégia contraproducente devido a esses tais seis anos de decisões, ou mais, em alguns casos. Para além do vazio discursivo, o tiro pode sempre sair pela culatra e depois é uma maçada.



publicado por jorge c. às 12:22
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Igualdade de Oportunidades

O tema da semana são as Novas Oportunidades (NO) e, como não poderia deixar de ser, a defesa do programa passa por dados estatísticos e o sucesso avaliado por uma auditoria monotorizada pelo saudosíssimo Dr. Roberto Carneiro. A vida tem destas pequenas ironias.

A minha questão com as NO não é nem a sua intenção, nem o sucesso que parece ter entre os seus formandos e formados. É perfeitamente natural que se olhe para esta oportunidade de aumentar as habilitações literárias com bastante entusiasmo. Acho isso óptimo. A verdade é que o modo como o programa é executado suscita-me dúvidas. Vejamos, então, as declarações do tal Dr. Carneiro aqui.

Não obstante a satisfação pela oportunidade que lhes é concedida, não podemos passar uma esponja nas diferenças académicas entre estas pessoas e as que fizeram o percurso curricular comum. Não será de todo justo que seja atribuída a mesma habilitação a uns e outros. Parece-me lógico.

É neste sentido que corre a crítica ao programa em causa. E, ao contrário do que diz o Pedro Marques Lopes, não acho que seja um caso de sucesso em sentido amplo, mas sim em sentido muito restrito - o das estatísticas. Sim, um achismo, porque a política também é a nossa convicção sobre as matérias, aquilo que acreditamos ser ou não ser um caminho certo para um objectivo comum, neste caso a igualdade de oportunidades.

 

Adenda: "A avaliação externa do programa Novas Oportunidades não contemplou, até hoje, uma aferição directa da qualidade da formação ministrada no âmbito desta iniciativa, que, em seis anos, permitiu a certificação de 520 mil pessoas com diplomas do 4.º, 9.º e 12.º anos, confirmou ao PÚBLICO o investigador Joaquim Azevedo, um dos peritos que têm acompanhado o trabalho de avaliação iniciado em 2008." (sublinhados meus)



publicado por jorge c. às 13:03
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A Turista - let england shake

Se o Reino Unido (RU) é o Estado-membro da UE mais sui generis, então esta visita da Rainha é particularmente interessante para toda a União, não só pela paz social, como também pela narrativa do RU para o futuro em relação a tudo o resto - à sua relação com os outros.

Não deixam de ser apenas dois dias de visita oficial para já (100 anos depois), mas já deu para perceber que não passará muito deste registo turístico e paternalista, diria, até. Quatro dias ao todo de uma visita que se esperava mais relevante e expressiva. Por isso não deixa de ser curioso este artigo no Belfast Telegraph, por Charles Lysaght, que mostra a simpatia que os irlandeses têm por Elizabeth e o desprezo - quando não raiva - pela Coroa que representa.

Portanto, cingindo-me ao que diz Lysaght para os irlandeses seria mais simpático uma visita a título pessoal da Rainha (causal, de ténis, quem sabe) do que uma visita oficial que pode não ter qualquer impacto numa solução histórica e é completamente fútil, vindo apenas agravar tensões que têm desaparecido em grande escala, com o tempo. O autor sugere ainda que esta visita deveria ser acompanhada de uma cedência britânica para que marcasse efectivamente um papel na História, e não este passeio de turista oficial, de traje clássico, como se o tempo tivesse parado 100 anos e a Coroa viesse ver as terras.

 

 

 

"until the day is ending, 
& the birds are silent in the branches, 
& the insects are courting in the bushes, 
& by the shores of lovely lakes 
heavy stones are falling."

 

pj harvey



publicado por jorge c. às 10:44
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Jorge Lopes de Carvalho mauscostumes@gmail.com
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