Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
Pequeno apontamento sobre a histeria dos nichos

O Presidente da República decidiu fazer hoje uma declaração ao país onde irá manifestar a sua decisão relativamente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. A agitação nas redes sociais a esta hora é grande.

Será preciso lembrar que ao Presidente restam duas alternativas: ou promulga ou veta politicamente. Acontece que qualquer que seja a escolha é sempre uma decisão política, porque a Presidência é um cargo político. Não sabiam? Mas é, sim senhor. E mais ainda, o Presidente é eleito pelas suas características políticas e é por isso que se diz ser o Presidente de todos os portugueses, pois é representativo. Portanto, mesmo que o Presidente vete o diploma, a sua opção é meramente política, não constitui um acto escandaloso de homofobia como se quer desonesta e radicalmente fazer parecer.

Apesar de acreditar que o diploma será promulgado, julgo ser acertada a decisão de fazer uma declaração ao país. A alteração na lei é uma mudança no paradigma civilizacional. Eu compreendo a urgência do lobby gay e restantes cães de fila, mas na vida em sociedade é exigível alguma harmonia e gradualismo. Esta histeria progressista só espelha a falta de consciência social e o capricho egoísta de uma pequena parte da população que por acaso conseguiu penetrar nas agendas políticas.



publicado por jorge c. às 13:49
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2 comentários:
De joão gaspar a 17 de Maio de 2010 às 17:26
ainda mais pequeno apontamento sobre o pequeno apontamento sobre a histeria dos nichos:

a histeria dos nichos é perfeitamente normal. o cavaco ocupa um cargo político, com certeza. daí a justificação daquilo a que tu chamas histeria. a alteração da lei é uma questão política. e, tendo legitimamente visões opostas sobre o tema, o cavaco é um adversário político. o ruído sobre o tema não é nenhum capricho egoísta. eu nem me quero casar, por enquanto. chamar à defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo um capricho egoísta, não só é injusto (coisa que não me preocupa muito) como não corresponde à verdade.

e não me parece que os defensores da alteração da lei sejam assim uma tão pequena parte da população.

enfim, isto sou eu, que não encaixo na tua definição nem de lobby gay nem de cão de fila. por muito que custe a muitos reaças (não a ti propriamente, mas já que aqui estamos), há quem pense pela própria cabeça e - heresia - forme opiniões, sem que tenha a ver com nenhum lobby, partido, corrente, ou filosofia pessoal seguidista do que quer que seja.



gosto muito de ti.


De jorge c. a 18 de Maio de 2010 às 14:47
João, a histeria prendia-se com o ruído feito à volta da decisão tomada por Cavaco. Tudo o que ele fizesse seria mau. Bem sei que não o suportas mas talvez sejas das únicas pessoas com discernimento suficiente para perceber que isso é uma patetice e que assim não há condições para discutir.
Como se viu, uma declaração perfeitamente vulgar e até equilibrada levantou uma catrefada de disparates que só demonstram o peso que o pensamento único e a falta de lucidez tem nestes assuntos.
Concordando ou não com a forma como Cavaco o fez, ontem leram-se coisas por aí que tocam no mais extremo dos surrealismos.


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