Sábado, 11 de Setembro de 2010
O dogma do anti-dogma

Quando fiz este post sobre a biografia de Salazar já contava com este tipo de reacções (à biografia, não ao post, par Deus). Não sei se a Fernanda já teve oportunidade de ler a biografia feita por Filipe Ribeiro Menezes, mas quase que aposto que isso é indiferente. Para a Fernanda parece bastar a sua vontade histórica.

O romantismo de Delgado, aquela ideia sonhadora do General sem medo pelas ruas do Porto, não passa disso mesmo - romantismo. Eu respeito isso. Mas parece que para uma certa mentalidade é mais fácil continuar a romantizar do que ouvir o que se tem a dizer sobre o tema, dar pelo menos uma oportunidade a quem o estudou. Como diz e bem o João Miranda sobre o mesmo assunto: "Eu não sei se Salazar era um “democrata-cristão convicto”, mas quem passou 7 anos a estudar Salazar não fui eu, foi o Filipe Ribeiro Menezes. Para se manter um nível adequado ao debate intelectual talvez seja melhor perguntar-lhe porque é que ele pensa assim. Ou então ler o livro."

A esquerda portuguesa tem muitos dogmas para resolver.



publicado por jorge c. às 12:44
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13 comentários:
De Filinto a 12 de Setembro de 2010 às 14:23
http://jugular.blogs.sapo.pt/2156383.html


De jorge c. a 12 de Setembro de 2010 às 14:39
Está um post feito sobre esse post a Irene, hoje de manhã. Ainda assim, nada justifica o despropósito de argumentar com actos futuros o que se dizia ser uma posição inicial. É a mesma coisa que eu dizer que tu és nunca foste um fumador só porque não o és agora. Isto não é um argumento, é uma palermice.


De Filinto a 12 de Setembro de 2010 às 15:32
Nada no post de Irene Pimentel contradiz o post anterior. Eu so acho que deviam ter sido os democratas-cristãos a vir resgatar a sua ideologia da infâmia, mas se calhar sentem-se bem acompanhados.


De jorge c. a 12 de Setembro de 2010 às 15:42
Pois não, Filinto. Um fala de factualidade dos anos 10 e 20 e do seu enquadramento. O outro fala de circunstâncias que se passaram 30 anos depois para justificar o que não pode ter sido antes (até fico baralhado).
Que mal pergunte, leste a biografia?


De Filinto a 12 de Setembro de 2010 às 15:49
Não, não tenho tempo. Quando me reformar.
Ela referia-se à entrevista do i, não ao livro.


De jorge c. a 12 de Setembro de 2010 às 15:57
Exactamente. Se o post da Irene não te diz nada nesse sentido então leste só as partes que te interessaram. Porque o meu não leste de certeza. Nesta matéria até nem acho estranho que o tenhas feito. Eu respeito os dogmas e as tensões dos outros.


De Filinto a 12 de Setembro de 2010 às 16:15
Não percebi.

Li os três posts, não li o livro.

A f. comentou a entrevista e a Irene Pimentel deu argumentos que até justificam a reacção de f.

Dogma é a avozinha.


De jorge c. a 12 de Setembro de 2010 às 16:20
Ok. Já percebi que só precisavas de um motivo. E já tens o teu motivo. Tu, a Fernanda e muito mais pessoas. Portanto, aquilo que eu previa em relação a detracção do autor confirma-se. Como não havia mais nada para confrontar, porque pelo que parece haverá muito mais gente sem tempo para perceber a fundamentação que o autor dá ao que respondeu numa entrevista de uma página sobre um trabalho de 7 anos, foi-se pegar num ponto específico e a partir daí descredibiliza-se aquilo que não se leu. É extraordinário!


De Filinto a 12 de Setembro de 2010 às 16:38
Acho que li qualquer coisa parecida no Avante sobre a frase do Fidel na Atlantic?





De jorge c. a 12 de Setembro de 2010 às 16:39
Paga-se na mesma moeda, não é? é uma boa política. Se calhar eu é que sou parvo por preferir um debate honesto. Ainda não me habituei ao maniqueísmo.


De Filinto a 12 de Setembro de 2010 às 16:51
Não sei exatamente a quem estás a responder, mas não é a mim.


De jorge c. a 12 de Setembro de 2010 às 16:56
Tu também não respondeste ao que eu comentei. Achei que podia fazer a mesma coisa.


De Filinto a 12 de Setembro de 2010 às 17:05
Achei que o link era um comentário (como tinha deixado a página aberta, o firefox não refrescou e, por isso, não sabia que o tinhas postado).
Assim, a outra coisa que não comentei e era comigo foi aquilo dos cigarros... pois digo-te, como resposta, que não nasci fumador, tornei-me fumador.
E como não queres falar comigo vou-me embora, curiosamente ali para os lados de S. Mamede, que hoje há feira no mosteiro.


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