Sábado, 2 de Outubro de 2010
Black bird

Imaginemos que uma cidade se reflecte num rio largo e todas as pessoas se conseguem ver como num espelho. Imaginemos agora que essas pessoas se conseguem rir de si próprias de uma forma melancólica e de se verem a si e aos outros. Imaginemos também que esse reflexo quase cínico nos faz - isso mesmo - imaginar palavras e sons e cores e formas de outras cidades, de outras pessoas iguais a nós com outra forma e outra cor e outro som e outras palavras.

De repente, numa espiral de emoções e pensamentos cruzados, acordamos, é fim de tarde em Lisboa e estamos sentados no Jardim de Inverno do S.Luiz a ver Andrew Bird de olhos fechados a balouçar ao som de The night they drove old Dixie down, de violino na mão pronto a cantar-se e a contar-se. E a cidade parece fazer um pouco mais de sentido.

 

Ao Rui Tavares e ao Paulo Pena.


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publicado por jorge c. às 11:31
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