Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
Da dignidade

A morte de Nascimento Rodrigues trará, certamente, muitas homenagens de reconhecida justiça. Aqueles que melhor conhecem o percurso do ex-Provedor de Justiça fá-lo-ão com muito mais rigor do que eu. No entanto, não posso deixar de o assinalar aqui com uma pequena nota para chamar à atenção daquilo que foram os últimos 2 anos da vida pública do venerando jurista.

Com efeito, é de todo lamentável que apesar dos seus apelos para abandonar o cargo, com a legitimidade que o conferia o fim de mandato, o Estado português entrasse numa vaga de indecisão prejudicando não só a vida pessoal de Nascimento Rodrigues como também o funcionamento de uma das instituições cruciais da democracia portuguesa e, acima de tudo, do contacto mais próximo que o cidadão pode ter com a justiça do seu país.

Trata-se, em rigor, de um atentado à dignidade de qualquer cidadão. A forma como não abandonou responsabilidades que já não lhe competiam formalmente faz deste homem um exemplo de dedicação à causa pública - o exacto oposto daquilo que lhe fizeram.

Que agora, pelo menos, saibam homenageá-lo com o respeito e admiração que não tiveram quando mais precisou.



publicado por jorge c. às 18:12
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