Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013
viva a liberdade

Mandela continuará a abrir as portas da impossibilidade sempre que o seu nome for carregado. Fê-lo com as suas próprias forças durante a vida e, agora, na morte, cabe-nos uma missão de grande responsabilidade que é continuar o seu caminho. Um primeiro e muito importante passo foram as homenagens por todo o mundo.

Por cá, vi nas últimas horas centenas de pesares de pessoas que, inconscientemente, esqueceram os seus preconceitos habituais, mesmo que com os lugares comuns e clichés habituais de que o mundo ficou mais pobre e de que perdemos um grande homem e de que era um exemplo para a humanidade e de que temos todos muita admiração pela pessoa de Nelson Mandela, etc. etc.. É por isso importante perceber que o racismo e o sectarismo se dissipam quando aquilo que temos à nossa frente é muito maior e representa um amor universal, mesmo que no mais básico e fútil dos discursos. Esses preconceitos, que nascem de uma influência do meio e que não são inatos, mantém-se devido a alguma ignorância e resignação, mas já não conseguem resistir à força do bom espírito.

É contra a ignorância e a resignação que temos sempre de lutar. É pelos outros que seremos nós. É por todos porque só todos podemos ser livres.

 



publicado por jorge c. às 13:45
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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013
da dignidade (parabéns, meu querido camus)



publicado por jorge c. às 06:14
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Sábado, 22 de Dezembro de 2012
o que ainda está por escrever

liberdade, igualdade, fraternidade, dignidade, verdade, honestidade, bondade, sinceridade, seriedade, generosidade, solidariedade, amizade, humanidade e vontade de mudar para melhor. sempre a vontade de mudar para melhor.

 

vá lá, ajudem todos a cantar. porque hoje passam 10 anos que ele nos deixou.

 



publicado por jorge c. às 12:40
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Domingo, 25 de Novembro de 2012
não foi para isto que fizemos o 25 de novembro

Celebramos, hoje, a democracia portuguesa. Nem sempre fomos bem sucedidos, é certo. Mas, resta-nos sempre a memória do que passámos e o caminho que não queremos voltar a pisar. O regime, este regime maravilhoso em que vivemos, deu oportunidade de sermos mais e melhores, mais próximos, mais diferentes, mais semelhantes. Deveríamos ser muito mais, dir-se-ia. Talvez. Mas, neste percurso subjectivo, olhando para trás, não estamos a ir mal. Agora, é possível que se tivermos este status quo por garantido, aí a história possa ser outra. Temos que o conservar o melhor possível.

É por isso que é preciso humilhar gente com este discurso miserável, esta conversa moralista do "viver acima das possibilidades", do juízo populista sobre a vida dos outros que tanto alimentou outros regimes nada democráticos. É um discurso que vai ganhando cada vez mais força. Por isso, nunca se esqueçam de uma coisa: não foi para isto que fizemos o 25 de novembro.



publicado por jorge c. às 12:35
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2012
Madiba

Dou uma vista de olhos pelos jornais do costume. Nada. Faço uma busca no Google e lá me aparece um artigo muito sofrido. Parece que já ninguém quer saber do Dia de Nelson Mandela.

 

Vivemos um tempo em que celebrar o que somos deixou de ser uma prioridade. Celebra-se a efemeridade e o entretenimento. Mas, pouco se celebra a civilidade. Esquecemo-nos. Às vezes parece que se perdeu a memória histórica, ou que temos as coisas como garantidas ou, ainda, que nos é indiferente.

 

Pois a celebração da igualdade, da justiça, da dignidade, do respeito e da responsabilidade cívica nunca nos pode ser indiferente. Celebre-se, então, Mandela, pelo seu 94º aniversário.

 

Parabéns, Madiba!

 



publicado por jorge c. às 10:25
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais

 

 

(Com o devido agradecimento ao André Nobre, que me recordou, a tempo, da efeméride)



publicado por jorge c. às 20:44
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Domingo, 4 de Dezembro de 2011
Da política

Não sou propriamente um Sá-Carneirista. Cresci no cavaquismo e fiz-me militante do PSD com Marcelo Rebelo de Sousa. Não entro, por norma, no sebastianismo anacrónico do founding father social-democrata. Tenho, contudo, uma enorme admiração pela sua visão e pela forma como pensou a democracia. Revejo-me nisso.

Assim, lembro Sá Carneiro, hoje, num tempo em que não existe filosofia e visão estratégica. As lideranças estão a trabalhar o momento, sem cultura política e democrática. Francisco Sá Carneiro representa um político com uma ideia política para uma sociedade política. Não é ele que faz falta, mas sim o que ele representa.



publicado por jorge c. às 12:02
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
the silent one



publicado por jorge c. às 20:30
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Domingo, 25 de Setembro de 2011
Adeus, Barcelona

Los aficionados los han llevado a hombros junto a una pancarta que decía: "Continuará..." Ojalá.



publicado por jorge c. às 22:38
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Nevermind

I'm worse at what I do best 
And for this gift I feel blessed 
Our little group has always been 
And always will until the end 

 

kc



publicado por jorge c. às 18:42
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Domingo, 11 de Setembro de 2011
Tatuagem

Por cada corpo que cai, uma aflição. Todos os anos. A memória. Onde estavas eu estava ali e eu ali e eu a fazer e a acontecer o mundo inteiro a mexer-se e Nova Iorque a dormir como se alguém sonhasse alguma vez que o mundo a humanidade se violentasse assim. Eu estava lá longe a decorar critérios e normas e conteúdos de normas para quê? para que a memória não falhe a dogmática mesmo não estando lá. "A falsa intimidade da televisão", da dela, a preto e branco os corpos a cair a humanidade a cair e a memória todos os anos de uma falsa intimidade da televisão a preto e branco e o telefone de S. a tocar para dizer que o mundo está a cair, a angústia em directo e as lágrimas que caem todos os anos porque o mundo está a cair. E a memória sempre a memória a correr como algoritmos para que não te esqueças dos critérios das normas determináveis que determinam e que deixam de determinar e que precisam da nossa conformação até que nos conformamos e o mundo começa a cair aos poucos e reconstrói-se aos poucos ferido no orgulho e na inocência, a reagir ao medo aos barbudos ao diabo. Não é a bolsa que está a cair estúpido é o mundo e nós com ele a magoar os outros por causa do medo e a tolerância escrita em algoritmos vê lá não te enganes que não pode ser com todos só com alguns. Acordar outra vez em Nova Iorque todos os anos para que a memória te ajude a pensar em dias melhores.

 



publicado por jorge c. às 10:34
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
Antes de postar leia

Pessoa é um dos autores mais massacrados de sempre. Ou é vítima de citações oportunistas, ou é vítima dos maus fígados dos chatos, ou é usado e abusado por milhares de pessoas todos os dias para quem a poesia e o dia da mãe estão intrinsecamente ligados. Há até quem tenha orgulho em dizer "nunca li" como que afastando essa coisa das massas. Do desprezo absoluto ao poemazinho no blog, podemos ficar sempre estupefactos pela debilidade cultural que paira por aí.

 



publicado por jorge c. às 19:26
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Sexta-feira, 10 de Junho de 2011
80

Miles Davis dizia que até a ler um jornal ele soava bem. Terá sempre tudo a ver com isso, com a forma como se soa. Descobriu a perfeição da harmonia e por dentro desse seu universo nasciam melodias milagrosas como um remédio para a alma cansada e acinzentada pelos tempos. Podia resumir-se a sua vida a: nasceu baiano para ser um génio do mundo. Mas a dimensão de joão, voz e violão é muito maior do que aquilo que podemos sequer tocar. Foi ele que me ensinou a gostar da Bossa Nova e a apaixonar-me lentamente por um Brasil que vive no meu imaginário como um lugar sagrado do corpo que se vai sendo. Devo-lhe parte do meu conforto e muito daquilo que gosto na música. Estas coisas não se pagam. Parabéns, João.

 



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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
parabéns, meu velho

 

 



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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
A mensagem

A pegada de Marley pode resumir-se a um simples "vai ficar tudo bem". Depende de cada um de nós. Porque o futuro - esse - está sempre por escrever.

 

 

Obrigado ao João pela lembrança.



publicado por jorge c. às 01:22
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Terça-feira, 5 de Abril de 2011
sociologia



publicado por jorge c. às 16:45
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011
A invenção da mentira*

Nunca achei piada ao 1 de Abril. Todos os anos a mesma conversa: o dia das mentiras para aqui e para ali, piadinhas estafadas com a política e a bola e por aí fora. Até o jornais fazem a sua partidinha marota. Tem imensa graça. Todos os anos. Um dia reservado para mentiras como se o mundo fosse um lugar onde elas não existissem e tivéssemos de tirar um dia diferente do habitual. 

Todos os dias inventamos desculpas para escapar a compromissos, inventamos memória, ficcionamos o nosso quotidiano e reforçamos a nossa personalidade com factos inexistentes. Mentir não é senão a única forma de alterarmos a nossa realidade como melhor nos convém. Isto não tem de ser necessariamente mau. Mentimos para não sermos inconvenientes ou cruéis, por exemplo. Mentimos para agradar aos outros ou até mesmo para não prejudicar ninguém, num esforço altruísta muitas vezes inconsciente.

A mentira é também a defesa da nossa intimidade, a nossa muralha para defender fragilidades, defeitos ou vícios que não queremos expostos a qualquer um. Fazemos dela uma forma de nos adaptarmos ao meio. No limite, estamos sempre a ir contra a nossa natureza e a inventar a mentira todos os dias expurgando-lhe o pecado e dourando-a com a necessidade.

Tornámos este dia numa efeméride aborrecida. A minha irmã faz anos hoje, por exemplo, e sempre que o digo a alguém, está-se mesmo a ver o seguimento da conversa. Anos e anos disto. É aborrecido.

Se o 1 de Abril continuasse a ser uma forma de gozar os franceses, confesso que me sentiria mais tentado a comemorá-lo. Assim, só me resta desprezá-lo.

 

*Título roubado ao filme de Ricky Gervais.



publicado por jorge c. às 12:19
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011
Sol Poente

Quando o primeiro sol da Primavera se põe por detrás dos prédio que ocupam agora o minifúndio que separava a parte mais pobre da parte mais burguesa da vila que agora é cidade, a luz reflecte-se nas janelas e dá-se uma preguiça longa que nos faz descansar de uma tarde de discussões e insultos. O Zé Moreira diz sempre que aquilo parece um projector para o cenário. E a verdade é que ali, à boca de cena, inventaram-se histórias, fez-se música e poesia e teatro, discutiu-se o futuro da nação, escreveram-se compêndios de sebentas e até mesmo livros, pela pena do Prof. Baptista Machado, que viriam mais tarde a servir de apoio ao pensamento jurídico deste que vos escreve. Namorou-se muito e desfez-se muita coisa, também. Lugar de encontros e desencontro; de velhos, novos, ricos, pobres, mal afamados e aprumadinhos. O mesmo lugar onde há cerca de 40 anos uma mulher entrou sozinha pela primeira vez e isso foi motivo de surpresa, e onde agora três mulheres e apenas um homem assumem o volante com a destreza da longevidade. É lá que o café sabe melhor e os finos sabem a mel em tardes soalheiras como a de hoje, mesmo estando eu tão longe. É lá que a moedinha rola depois do almoço, na mesma mesa onde, mais tarde, a rapaziada veterana se junta para reviver o passado numa rede comprida: serviço, recepção, passe e ataque na saída. Ponto. AASM Académica. Quase que se ouviam os gritos a 700 metros, pela avenida onde passei os melhores anos da minha vida, de uma esquina à outra, do pinguinho à 1920. 20 anos de dedicação a um café que, como diz o Steiner, é a característica fundamental de uma Europa que se calhar já não existe; uma Europa de cafés e tertúlias prolongadas pelo calor da discussão. Sem merdas, que ali não há tempo para psicanálise.

 

 

 

à memória do Sr. Tiago e ao Sr. Gil

à D. Maria, à Manela, ao Gil e à Paula

aos amigos



publicado por jorge c. às 17:24
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Quinta-feira, 17 de Março de 2011
sejam amigos!

 

 

e tenham um feliz st. patrick's day.



publicado por jorge c. às 13:59
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Quinta-feira, 3 de Março de 2011
Serge

 

Passam hoje 20 anos da morte de Gainsbourg. O mundo perdeu há 20 anos um dos seus mais brilhantes libertários, um dos seus melhores compositores. Uma vénia que só posso fazer por lembrança de um dos meus preferidos, ainda vivo e por muitos e muitos anos, se Deus nosso Senhor quiser (eu próprio sou um subversor, não é verdade?).



publicado por jorge c. às 13:12
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