Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013
o dilema americano

Invejo aqueles que, sem hesitar, tomam uma posição muito assertiva sobre os assuntos da vida e, em particular, sobre intervenções militares. É uma zona confortável. Assim que descobrimos a nossa posição, defendemo-la incondicionalmente. Até à morte.

Eu tenho os meus dilemas. 

Há mais de um ano que olhamos para uma Síria de punhal cravado no peito. Vemos imagens, lemos e ouvimos relatos. Sobre o que ali se passa, não restam dúvidas: um desastre humano. Depois, vem o divisionismo. Ora que são um povo orpimido por um ditador, ora que são terroristas opositores que provocam a opressão do regime. Entretanto, o genocídio. 

Na América do Norte, o mesmo dilema, mais ponderado que noutros momentos: o que fazer? O Direito Internacional é tão claro, quanto ineficaz, no que respeita à ingerência de terceiros em assuntos internos; as Nações Unidas, uma comissão da boa-vontade incapaz de restaurar a ordem no Intendente ou no Bairro da Sé do Porto.

Tal como bem definiu Robert Kagan, é na dicotomia poder/fraqueza que se encontra o ónus da acção. Os EUA têm capacidade militar (e financeira, já agora) para intervir. A Europa, não. Daí a preferência por duas soluções - a política e a militar. Resta-nos, então, definir o dilema e resolvê-lo. Podemos perguntar o que terá mais valor: a vida humana ou a soberania de um Estado. Se estamos perante a morte de dezenas de milhar de pessoas, não tenho qualquer dúvida - a vida humana. 

O meu dilema resolve-se. Porém, não se dissolve. E enquanto isso, o tempo vai passando.



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Domingo, 23 de Outubro de 2011
O caminho faz-se a caminhar ou assim

Pedi ao Filinto que me desenhasse a sua perspectiva do actual momento político em Espanha, depois do anúncio da ETA. Pedi-lhe porque, ao longo destes anos em que vamos caminhando juntos, de lados opostos, mas com a mesma intenção, o Filinto é a pessoa cuja opinião sobre o assunto é, para mim, a mais credível. Aqui fica então, com o meu agradecimento e a devida vénia:

 

"A ETA tem sido um dos grandes temas das diversas campanhas eleitorais para as cortes de Madrid, desde que as há. E com a excepção da derrota de Felipe González para José María Aznar, em que se debateu a taxa de desemprego acima dos 20 por cento que o socialista deixou, a ETA foi sempre o tema central.

Estas eleições de 2011 preparavam-se para voltar a retirar a ETA do centro do debate, porque um outro socialista, Zapatero, liderou um governo que voltou a deixar subir a fasquia dos desempregados acima dos 20 por cento – e também porque havia um cessar-fogo e porque os candidatos (Oreja e Rubalcaba) têm os seus galões no combate à ETA. Contudo, a ETA gosta de aparecer. E apareceu, para dizer que vai desaparecer. Desde logo, houve malucos do PP que consideraram que o anúncio era um truque. E ao mesmo tempo que era a prova -- percebia-se esta tese sem dificuldade no El Mundo, no La Razon e no Libertad Digital -- de que o governo socialista tinha estado a negociar com a ETA. A negociar um truque, claro. Enfim!

Depois chegaram os malucos do PSOE: "Finalmente, desde 1936, a liberdade chegou aqui", dizia num comício sábado de manhã o ex-presidente da câmara de San Sebastian. Pretendia santificar a República? Vingar-se da derrota eleitoral para os independentistas da Bildu? Não, apenas um truque eleitoral, claro.

Enquanto PP e PSOE tentam alinhar os discursos para descobrir a melhor maneira de sacar votos depois do anúncio da ETA, um sem-número de malucos, idiotas, crentes, descrentes, ignorantes, especialistas, interesseiros, provocadores e outros falam ou escrevem sobre o desaparecimentro da ETA. Incluindo eu. Infelizmente ainda não li uma palavra do ex-presidente do Governo basco, Ibarretxe. Ele tinha um caminho, um caminho dinamitado a meias entre a ETA e a coligação PSOE/PP. E infelizmente também ainda não ouvi Otegi, que está preso aquela cena da liberdade, estão a ver?), e não pode repetir que a ETA “sobra e estorva”, porque ela já saiu do caminho. Do caminho longo e sinuoso que todos têm de percorrer."

 

Filinto Melo



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Sábado, 9 de Julho de 2011
A estepe

Enquanto na grande maioria dos países do Norte de África e do Médio Oriente, que experimentaram revoltas nos últimos meses, a qualidade de vida e o desenvolvimento são uma realidade razoável, no Sudão do Sul nem sequer são palavras comuns. Trata-se de uma região onde circulam muitos nómadas e que, numa narrativa pouco ou nada descentralizada, sempre esteve longe da capital, para tudo. Resumindo: é uma região muito pobre.

A relevância desta nova vida do Sudão do Sul é muita. Ao contrário das revoltas de Março, a independência sulista no Sudão requer uma atenção especial às dinâmicas de desenvolvimento, à narrativa política, à segurança interna e às relações internacionais. É, claramente, um parente pobre das Nações sem nada que interesse ao mundo.

Se há causa em que nos devíamos empenhar, é esta, a de uma jovem nação enfraquecida pela história, com muitas dificuldades de sobrevivência e um caminho muito longo para a dignidade humana. Bem sei que não tem o charme do Cairo e das revoluções pop, televisionadas de cocktail na mão mas, tem a característica básica de uma civilização que deveria chamar à atenção de todos - a humanidade.



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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
O dia D do Sudão

Aproxima-se a data histórica para o Sudão mas, como se pode ler aqui, o futuro dos sulistas é uma incógnita. Se o refernedo para a separação das duas regiões foi positivo no sentido de serem os sudaneses a decidir se a sua situação geo-política fazia sentido, a realidade do Sudão do Sul é muito preocupante e a possibilidade de conflitos territoriais é forte.

Mas a história das nações faz-se de sacrifícios e luta por uma sociedade melhor, mais justa e sustentada a caminho do desenvolvimento. É na política sudanesa que teremos de nos concentrar, agora.



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Segunda-feira, 21 de Março de 2011
Tempo e espaço

A democracia é uma coisa muito sobrevalorizada. Eu explico. Há ainda muita gente que acredita que o facto de viver numa democracia vai fazer com que aconteça magia e tudo acaba bem para o nosso lado. Acontece que uma democracia sugere não uma unanimidade de intenções, mas antes uma pluralidade e diversidade de vontades. Foi por isso que no Egipto se votou num sentido que não agradou muito aos milhares de manifestantes de Tahrir e beneficia os dois principais partidos da - até agora - oposição. E isto não é bom, poder escolher que sim ou que não sem a intervenção de terceiros? Qual é a dificuldade em aceitar as regras do jogo?

Menos sorte tem a Líbia que vive entre as loucuras de um ditador e a indecisão da comunidade internacional, sem grandes expectativas. É certo que a intervenção não deve ser precipitada, mas nem tanto ao mar, nem tanto à terra, como se diz por aí.

A intervenção na Líbia, ao contrário do Egipto, é exigível porque, grosso modo, está para além das possibilidades das populações assegurar a sua própria segurança. Trata-se, portanto, de uma questão de direitos universais. Não é tanto de definir quem é mau ou quem é bom. Esse é um dogma que a Declaração Universal já superou há algum tempo.

Por outro lado, uma intervenção demasiado morosa pode ter efeitos contrários ao que é objectivamente pretendido. É certo que decidir intervir noutro Estado é uma questão muito delicada e que envolve uma avaliação rigorosa da legitimidade internacional. Mas foi precisamente há um mês atrás que Khadafi começou a disparar contra os líbios, se bem se lembram. Um mês. Não são 4 ou 5 dias em que seria compreensível uma indecisão. Um mês de conversa fiada e uma decisão pela No-Fly Zone demasiado tardia. Agora, esta intervenção militar parece desproporcional.



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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011
Bom dia! Sous les pavés, la plage!

 



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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011
Super Bowl goes to bad Hollywood

O que irrita nos efeitos especiais do cinema é a falta de criatividade. Ignorando em absoluto a forma de escrever um bom argumento, montar uma história interessante ou ter actores a sério, muitos realizadores têm enchido filmes com efeitos especiais sem qualquer finalidade que não a da espectacularidade. Vende-se a emoção com uma grande explosão. Mas a emoção não está lá porque falta o actor, o argumento ou o mais pequeno vestígio de genuinidade.

Quando ontem, poucos minutos antes do início do 45º Super Bowl, Christina Aguilera subiu ao palco para cantar o Star-Spangled Banner (o hino americano) levei as mãos à cabeça e pensei: mas onde é que estes gajos têm a cabeça? O que eu não contava é que fosse ainda pior e, num número American Idol goes to Cabaret para o Convento passando pela Broadway, Aguilera destruísse um dos maiores motivos de orgulho dos americanos. Informaram-me que o comentador da Sporttv se dizia arrepiado, o que deverá bastar para eu não ter de explicar por que razão vi o jogo na ESPN.

A espectacularidade que os americanos tentam imprimir a cada momento da sua vida levará a que um dia nada reste para além dos efeitos especiais. Lessons to learn.



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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
let my people go II

 



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let my people go

 



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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
As preocupações de Israel

Uma das grandes questões em causa na situação política dos países do Norte de África e do Médio-Oriente é Israel e a manutenção da paz na região. Não é uma preocupação descabida. Mas, pelo que temos visto nos últimos dias, as manifestações têm sido pacíficas e sem apelos de ódio. Esperemos que assim se mantenha. Acontece que até agora não há sinais de uma oposição moderada com expressão suficiente para manter essa linha civilizada.



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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011
Great news, everybody: democracy just kicked in!

O ocidente, as we know it, adora revoluções. Basta ouvir a palavra "liberdade" ou motes como "protestos contra o regime x" e fica logo tudo histérico. Vem aí a democracia! É a revolução! Bem, sabemos que os precedentes internacionais no capítulo das revoluções não são muito simpáticos. Muitos dos regimes autoritários e repressivos foram substituídos por outros regimes ou dominados por grupos elitistas igualmente repressivos. É claro que a situação do Egipto, por exemplo (são tantas revoluções que uma pessoa nem sabe qual escolher, é a loucura democrática), passa muito pela censura dos meios de informação, nos últimos dias. Pode dizer-se que isso fez disparar os protestos. Mas, poderemos garantir que este é um protesto das novas tecnologias? Das redes sociais? Do povo nas ruas, por uma sociedade global e democrática?

Outro aspecto da imagem que se cria internacionalmente é a do vírus democrático em toda a região (que é um bocadinho grande, mas com a circulação da informação o mundo é uma coisa tão pequena, hoje, não é verdade?). Parece que há uma espécie de GPS geopolítico por onde o grande carro da democracia se orienta desbravando o caminho da liberdade. Mesmo que as realidades socio-culturais sejam absolutamente diferentes e que o caos nas ruas tenha consequências diferentes. É claro que ninguém pensa muito bem nas consequências do caos. Estamos a falar de regimes tecnicamente apoiados pelo ocidente, amigos do progresso, e que viraram durante anos costas ao pan-arabismo. Por isso, é muito provável que depois do teatro mediático de novos governos de salvação nacional surjam os primeiros efeitos contra-laicismo, o que neste caso poderá significar um abandono das relações com o ocidente reflectindo-se isto noutras formas de repressão. O que seria uma grande maçada.

 

 

 

Adenda: uma boa leitura será também este post do João Pinto e Castro (este link prova que sou a pessoa menos sectária e obstinada do mundo).



publicado por jorge c. às 11:14
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011
Hail to the Chief

 

Quando Obama entrou na sala do Congresso, ontem, percebeu-se mais uma vez que na cabeça daquele povo há algo muito mais importante que uma mera disputa partidária. Está-lhes nos genes o debate pelo interesse nacional. Tem sido assim ao longo dos últimos dois séculos e pouco. O discurso do State os the Union tem esta dimensão política universal e estratégica que faz sentir aos americanos que há um Commander in Chief. Ontem não foi excepção.

Bem sei que tenho andado um pouco obcecado com a radicalização do debate político em Portugal e que tenho insistido muito nas críticas ao sectarismo por considerar que este não beneficia o interesse nacional. Pois foi exactamente por aí que Obama começou, como seria de esperar, depois do tom excessivo a que chegou o debate americano e principalmente perante o que se passou em Tucson há poucas semanas. Uma cadeira vazia no Congresso foi suficiente para que todos pudessem perceber a gravidade do seu comportamento, dos seus discursos, das suas guerras partidárias.

É claro que a comparação é inevitável e olhamos para um Presidente que apela à colaboração, ao trabalho em conjunto por um desígnio, ainda que com discussão (muita) sobre cada pormenor do que está em causa. Vemos um Presidente a galvanizar em vez de dividir e pensamos nos nossos líderes e nas suas palavras que promovem antes o entrincheiramento.

Mas, que se engane quem acreditar que é possível continuar a fazer comparações com o resto do discurso. A realidade económica e monetária dos EUA é muito diferente da nossa. E quando digo nossa, digo da Europa, já, e não tanto da portuguesa, porque dessa então nem se fala. Obama mostrou como se faz política falando na necessidade de alimentar o desenvolvimento do país na tecnologia, na mobilidade e na comunicação. Falou no compromisso que o Estado deve assumir para ajudar os seus empresários a prosperarem para que todos criem riqueza e emprego. Falou na escassez de recursos, mas também se referiu às prioridades nos cortes da despesa e que isso não pode passar por aquilo que uma sociedade tem de mais básico: a educação, a saúde. E a política faz-se deste jogo de cedências, de piscar de olhos à direita por saber que agora o Congresso é maioritariamente republicano.

E depois a diplomacia. Sempre a política externa dos EUA presente no discurso do Presidente porque isso também define a sua estratégia económica e a paz social que o país assume como prioridade em tempos de crise, revoluções, catástrofes e terrorismo.

Porém, não me compete a mim fazer uma análise profunda do discurso de Obama. Interessa-me essencialmente fazer perceber que o que se viu ontem foi um discurso de liderança, de rumo, de estratégia e de cooperação. Um discurso inspirador que olha para o país como um todo, onde não há americanos de primeira nem de segunda, onde a mesquinhice tem de ficar muitas vezes de lado.

Não temos de copiar nada. Mas podemos aproveitar esta capacidade de nos inspirarmos a nós próprios, de nos motivarmos e responsabilizarmos pelo nosso papel enquanto cidadãos. Talvez assim, um dia, tenhamos direito a uma boa liderança.



publicado por jorge c. às 10:50
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
Wannabe: a desmistificação de Davos

Tudo a postos para Davos. Sempre desconfiei do entusiasmo com o encontro, mas dei de barato que fosse ignorância minha e que ali se resolvessem os problemas do mundo de forma extemamente secreta. Leio agora este magnífico texto de John Cassidy que põe a nu a futilidade da participação.



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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
Adoro fotografia

 

Daqui.



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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011
Shriver

 

Morreu Sargent Shriver. O Washington Post faz um perfil de um grande político americano. E já agora, o post do Nuno Gouveia.



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Sábado, 15 de Janeiro de 2011
Despertares: o que move as redes sociais?

É sempre curioso ver o que move as pessoas. Ontem, o tema que montou uma comunidade internacional espontânea à volta das redes sociais foi a situação na Tunísia. Também os media por todo o mundo focaram a sua atenção no país que até há uma semana não era mais que uma estância balnear. Havia até quem nem colocasse a hipótese daquilo ter um Governo ou um Chefe de Estado.

Mas, o que terá movido esta comunidade espontânea para esta questão, na mesma semana em que começou o referendo no Sudão, ou poucas semanas depois de ter estourado uma crise na Costa do Marfim? É como se tratasse de um micro-fenómeno de popularidade (sem follow up, como sabemos). O país que tiver sorte de ser mais sedutor a estas comunidades tem direito a toda a atenção necessária à causa. Os outros ficam um bocadinho à sua sorte (estou a exagerar, claro, visto que a comunidade internacional está atenta a todas as crises políticas).

Isto levanta uma questão mais ampla: o que move as redes sociais?



publicado por jorge c. às 09:33
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Os dias do Sudão II (está tudo no Maalouf)

A questão sudanesa marca definitivamente o início de 2011 na política internacional. A Aljazeera, mais uma vez, tem acompanhado com um excelente trabalho estes dias do Sudão. A pergunta que coloco é: estaremos apenas perante uma questão norte/sul? É evidente que a separação nítida das duas regiões é o factor histórico mais relevante. Mas o Sudão, devido às suas dimensões territoriais e culturais, é um melting pot de problemas. Poderíamos dizer "está tudo no Maalouf", e está, claro.

 

O acordo de paz celebrado no Kenya, em 2005, e que determinou o referendo, trouxe à tona um problema que dificilmente se resolverá: o nomadismo. E como é que este problema se coloca? A narrativa cultural da região passa por aqui, não é uma realidade externa ao Sudão, mas sim uma característica endógena. Por conseguinte, torna-se difícil determinar deveres e direitos de tribos que, no fundo, fazem parte das duas regiões (norte e sul).

Daí que a região de Abyei seja uma das maiores fontes de preocupação em todo este processo. Trata-se de uma zona de exploração petrolífera que interessa ao norte para continuar a sua trajectória de progresso e é ao mesmo tempo a casa de tribos nómadas culturalmente mais ligadas ao sul.

 

No norte os problemas continuarão a ser os mesmos, principalmente no domínio da religião politizadora e das disputas de poder que isso, no fundo, tem gerado.

 

É difícil acreditar que tudo esta transformação seja pacífica ou até mesmo simples. Daí esta ser uma das semanas mais interessantes dos últimos anos.

 



publicado por jorge c. às 12:49
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Os dias do Sudão

 

Através da Aljazeera.



publicado por jorge c. às 16:13
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010
Os pigmeus do boulevard

Depois de décadas na luta pelos e com os trabalhadores, depois de anos a tentar fazer chegar a voz do povo brasileiro ao poder, Luiz Inácio Lula da Silva tem a dizer ao mundo que foi "gostoso" governar o Brasil.

É claro que ficamos todos muito satisfeitos por saber que alguém sente tanto prazer em governar aquilo que muitas vezes parece ingovernável. É bonito! Mas parece um pouco paradoxal se formos verificar a natureza das candidaturas de Lula. O hedonismo não será certamente a característica mais apreciável. Que o diga Collor de Melo.



publicado por jorge c. às 18:15
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Sábado, 25 de Dezembro de 2010
Ninguém deu por isso

No dia 21 de dezembro, o primeiro-ministro Viktor Orbán fez aprovar uma lei que limita a liberdade de imprensa. Porque é que ninguém na Europa fala nisto, numa altura em que a Hungria se prepara para assumir a presidência da UE?, pergunta o colunista do Gazeta Wyborcza, Jacek Pawlicki.



publicado por jorge c. às 16:19
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