Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014
referendo? não, obrigado

Confesso que me apetecia mais falar sobre umas declarações ignorantes do ministro da Economia sobre a investigação científica do que do Referendo sobre a coadopção. Porém, um dever moral para com todas as crianças do presente e do futuro do nosso país, obriga-me a dizer qualquer coisa.

Quando o meu primeiro blog individual foi criado, estava a começar a discussão sobre a IVG. Na altura, escrevi que achava um absoluto disparate referendar-se matéria de Direitos Fundamentais. O perigo que isto constitui para a opinião pública é grande, para não falar nas feridas que provoca nos objectos dos referendos. Numa sociedade onde o preconceito é raiz da discussão pública, e não o interesse público, não é sensato deixar nas mãos dos cidadãos a decisão directa sobre matéria relativa a minorias. 

Isto só acontece por cobardia política e, no caso, por má-fé e absoluta ignorância de uma criatura chamada Hugo Soares, a quem ninguém consegue reconhecer competência nestas e noutras matérias, a quem o PSD resolveu dar voz, num total desrespeito pela Assembleia da República e, até, pelos seus próprios colegas de bancada. Liderada por um conservador católico (pelo menos de tradição e talvez nem tanto de espírito), a bancada do PSD está hoje resignada aos valores trogloditas da convivência parlamentar. O descrédito que isto provoca é tal que dificilmente o partido irá recuperar uma parte significativa do seu eleitorado que não se revê nesta fanfarronice. 

Os trabalhos sobre a cadopção estavam, já, num ponto avançado de conclusão. Fazer isto a famílias que esperam por uma decisão para poderem, por fim, consolidar o futuro das suas crianças, é um golpe de uma crueldade e de uma desumanidade - essas sim - muito pouco cristãs.



publicado por jorge c. às 08:29
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Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013
no comment

Confesso que me custou ler o guião do Dr. Portas. Mas li. Não me merece é grande comentário. É tão ridículo o que ali está e o tempo que demorou a fazer que só posso acreditar que se trata de uma brincadeira.



publicado por jorge c. às 23:58
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2012
Onde está a ignorância

Todos nós sabíamos que Miguel Relvas era uma pessoa sem estudos. Tal como o são Passos Coelho, António José Seguro, Ricardo Rodrigues, entre outros. Não é preciso nenhum escândalo com Universidades para demonstrar isso. A sua linguagem é, já em si, uma linguagem vulgar, sem conteúdos, pouco ou nada reflectida. É natural que Miguel Relvas não tenha, sequer, durante a sua vida, lido um único livro. É natural que desconheça a utilidade do conhecimento, do debate, a curiosidade científica e a noção de desenvolvimento. 

Porém, Miguel Relvas teve essa oportunidade. Uma oportunidade que poucos têm de, a meio do percurso, cruzar-se com a possibilidade de adquirir mais conhecimento, alicerçar o seu pensamento, reforçar ideias. Desperdiçou-a. 

Por isso, quando acusam Relvas ou Passos de serem neoliberais e de tudo isto resultar da sua agenda política, eu refuto. Passos e Relvas não têm qualquer agenda, nem militam qualquer ideologia. São dois ignorantes, só isso. Pura ignorância. E inconsciência dessa ignorância. Faz alguma pena. Mas mais do que isso, assusta.



publicado por jorge c. às 13:48
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Sábado, 20 de Novembro de 2010
O orgulho da Nação

É claro que se continua a usar o Eça. Como não haveria de se usar?

O Presidente da República vai oferecer um cãozinho de bronze a Obama, em homenagem ao nosso cão na Casa Branca. Luís Amado leva a filha para conhecer o Presidente Americano. É todo um programa. Chego mesmo a pensar que a Cimeira da Nato foi apenas um pretexto para uma visita do Chefe de Estado americano. Ao menos que mandassem fazer um canito de louça das Caldas e sempre estávamos a promover a indústria tradicional.

Podemos perder todos um pedacinho a dizer que somos pequeninos e tal. Mas não adianta nada. Vamos é pensar que temos uma classe política medíocre e que tão depressa isso não vai melhorar.

É na forma como encaramos a política que está parte da resposta a este problema. Perdemos boa gente na política todos os dias e ganhamos saloios que entendem estas situações como ajudas de custo emocional. É triste, só isso. Muito triste.



publicado por jorge c. às 15:57
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Domingo, 31 de Outubro de 2010
Tomar partido

Este é o tempo da desorientação. Já ninguém sabe em quem confiar. Há desilusão e quebra de expectativas a cada momento que passa. Falo, claro, em relação à classe política. Sem qualquer vertente ideológica ou interesse colectivo que chame as pessoas para o debate político, a grande maioria já percebeu que há muito pouca gente de confiança. Ainda assim, a tendência é para colocar todo o peso da incompetência e da má-fé sobre o lado contrário. E com isto alimenta-se o pequeno debate político, que não interessa a ninguém.

Tomar partido numa altura destas é um golpe arriscadíssimo. Só por um inenarrável sectarismo se pode fazê-lo. Basta olhar para perceber.



publicado por jorge c. às 11:59
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010
Medíocre

Ouvi de manhã na rádio, logo pela fresquinha, umas declarações deploráveis de Defensor de Moura que, segundo os senhores da TSF, eram da mesma família das proferidas pelo Candidato Alegre. Duas aves raras que assaltaram o espaço mediático sem qualquer qualidade política para o cargo a que concorrem - a Presidência da República. Sejamos claros, estamos perante duas pessoas sem a mínima aptidão para o cargo e cujos votos serão muito forçados pelo adversário mais directo - Cavaco Silva.

Torna-se difícil acreditar que alguém pode votar conscientemente e com vontade em dois candidatos que, perante o clima de dúvida face à aprovação do Orçamento, resolvem dizer que o Presidente está a fazer campanha dissimulada ao convocar os partidos. Isto não passa pela cabeça de ninguém tendo em conta a situação política e o impasse que estamos a viver. Era a obrigação do PR tomar tal atitude.

É certo que o comportamento de Cavaco nos últimos tempos não pode agradar a ninguém. O actual PR não pode adiar muito mais o anúncio da sua candidatura. Poderão alguns dizer que não é a altura para andar a apresentar candidaturas e que há coisas mais importantes a tratar. Confesso que já estamos um bocadinho fartos desta conversa de saco e que se torna evidente para todos que Cavaco Silva é um político demasiado calculista para que se caia nisto muitas vezes.

Mas o que não se pode negar é que, enquanto PR, Cavaco tem feito esforços no sentido de promover o entendimento em matérias que precisam de consensualidade, como é o caso do Orçamento de Estado. Por mais voltas que lhe queiram dar, por mais má-fé que queiram a atribuir às suas atitudes, isto é o que qualquer Presidente faria e que, repito, não é mais do que a sua obrigação.

Se tal não serve para provar o tipo de campanha que vem aí dos adversários de Cavaco, então não sei do que mais precisam.



publicado por jorge c. às 17:33
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Domingo, 4 de Julho de 2010
Má gente

Continuemos a recordar Sócrates como ele é para evitarmos ao máximo que pessoas como ele cheguem, de novo, ao poder. Todas as histórias por explicar são senão a prova concreta de que a falta de carácter político tem consequências práticas. E esta circunstância da apresentação do livro de Maria de Lurdes traz essa mensagem no bico. Uma mensagem simples que quer apenas dizer "nós continuamos a acreditar neste disparate e só mudámos de ideias para não perder eleições".

Portanto, é muito agradável quando o eleitor - qual cliente enganado na feira - percebe que o grande ímpeto reformista e corajoso desaparece, mesmo depois de uma atitude intransigente que gerou um desconforto social profundo. O que realmente importa é não perder a figura. Hoje diz-se uma coisa, amanhã outra. Deixou de valer a convicção e a política é agora um jogo de votos em que se ganha e se perde. Má gente.



publicado por jorge c. às 12:13
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Aquilo que é mesmo óbvio

Depois de mais uma sondagem que revela maior intenção de voto no PSD, começamos a pensar naquilo que poderia hoje ser um PSD no governo. Não nos seria difícil adivinhar, para além do spin abrantino que já se faz, o estilo que seria usado por muitos. Andar-se-ia na linha dos Candais e dos Santos Silvas.

Não gosto muito de entrar em polémicas directas com as pessoas à custa do seu estilo. Mas, neste caso específico, vemos uma pessoa rancorosa, maldosa, mal-educada, sem qualquer espírito democrático, com fortes probabilidades de chegar a um ministério. Para já não falar na linguagem fanfarrona. Portanto, julgo ser importante apontar o dedo a este género de afirmações que vão definindo o carácter político deste ex-Secretário de Estado do Engº Guterres.

É claro que não vou envolver o próprio Passos Coelho neste tipo de declarações. Mas depois não se queixem dos amigos e dos familiares - gordos ou magros.



publicado por jorge c. às 11:24
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010
Conversa de Verão

Já se percebeu como vai ser este Verão. Cavaco vai de férias, Sócrates vai de férias e os portugueses também vão de férias. Até os desempregados vão de férias. Vai toda a gente de férias, excepto Passos Coelho e os copy's que brincam à política nos seus gabinetes. Passaremos o Verão inteiro a ver declarações e mini-comícios, a assistir a um elenco de "ideias para Portugal", "algumas soluções que julgamos serem necessárias para a resolução deste problema estrutural que estamos a viver". No fim, "temos que crescer".

 

A fórmula é conhecida. Os gabinetes em vez de estudar dossiers para identificar a má política e construir uma solução com consistência, andam a fazer de criativos da política a arranjar soluções irreflectidas e muitas vezes despropositadas para depois o líder passar por aquele que apresenta propostas. É uma nova forma de populismo que Sócrates já tinha utilizado e que resultou. Basta lembrar as suas intervenções enquanto deputado e a sua atitude enquanto PM. É aí que se avalia o populismo, e é aí que se aprende a não cair na mesma cantiga.

 

Vivemos tempos complicados mais pelas más alternativas polítcas que temos a um mau governo do que pela situação financeira. A escolha não é fácil.



publicado por jorge c. às 17:47
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
O fundo

Já aqui disse algumas vezes que não é a pessoa que ocupa o cargo de Primeiro-ministro que deve ser defendida incondicionalmente, mas sim o cargo em si mesmo.

José Sócrates blindou-se desde muito cedo com a história dos ataques pessoais, lembrando um pouco aquela psicologia de liceu em que qualquer crítica que se faça a outrém é pura inveja. O sectarismo fez o resto. Tratou de identificar alvos específicos que, sempre que apontassem uma crítica, seriam logo trucidados pelos cães de fila. Estarão certamente recordados da célebre expressão de Santos Silva do "malhar".

Pois bem, é esta ideia do "malhar", do dogma do líder, da incontestabilidade, que provoca parte da má política. O interesse que deveria ser nacional é reduzido para o campo partidário ou até mesmo pessoal. Relativiza-se tudo e tudo serve como causa de desculpabilização. É um espectáculo triste que muita gente nem vê.



publicado por jorge c. às 21:37
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
O disparate continua

No início da semana foi Marcelo Rebelo de Sousa. Agora, vem o Dr. Mota Amaral, na sua pose de senador da mula russa, garantir que se deve reduzir o número de deputados por razões "morais e financeiras". Continua-se a fazer política como quem brinca aos legos: tira daqui e mete dali e está resolvido. Não só a proposta está revestida de demagogia centralista como também não faz qualquer sentido no plano de actividade parlamentar como eu já havia referido. Volto a repetir, contudo, que o problema dos deputados não é quantitativo mas sim qualitativo. Se calhar se o Dr. Mota Amaral não estivesse tão preocupado em fazer do congresso do PSD uma espécie de baile de debutante para uma pessoa próxima, poderia muito bem ter discursado sobre a fraca qualidade dos nossos políticos e, em particular, dos deputados. Mas se calhar isso não convém ao presidente da CPI PT/TVI. O Regime tem de sobreviver. Quantos menos forem, melhor é para controlar. Veja lá se as questões "morais e financeiras", assim mesmo entre aspas, não são outras.

 

O descaramento desta gente...



publicado por jorge c. às 13:37
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
Uma tristeza

É triste ver o papel a que os deputados do Partido Socialista se sujeitam para defender a pessoa de José Sócrates, sem qualquer respeito nem pelo cargo de Primeiro-ministro, nem pelo cargo que ocupam e muito menos por quem representam. Ontem, na comissão de inquérito, esteve uma deputada qualquer do comité central do PS com as respostas todas na ponta da língua. Decoraram o guião e limitam-se agora a representar. Não têm qualquer tipo de noção do serviço que estão a prestar ao país, porque o serviço que prestam é ao seu partido. Quem deixou de ver isto cegou completamente.



publicado por jorge c. às 14:38
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Todos temos soluções

Nos últimos dias, e julgo que a propósito das medidas de austeridade, Pedro Correia tem sugerido um conjunto de medidas para combater a crise. Não querendo ser de todo indelicado, parece-me que o que o Pedro está a fazer é um exercício de demagogia, muito à custa da inutilidade actual do que propõe. Repare-se na questão da redução de deputados. Será que o número de deputados é assim tão despropositado? Eu julgo que não.

O problema do Parlamento é um problema qualitativo e não quantitativo. Lembro-me, por exemplo, de Inês de Medeiros (parece perseguição, mas não é) que quando entrou fez um discurso muito lindo sobre cultura, para depois integrar comissões que estão fora desse âmbito. Se formos a ver o seu currículo não se encontra outra área para a qual tenha competência ou qualificação. E será a cultura um assunto lateral? Não, muito pelo contrário. Parece-me ser, até, um elemento fundamental para a sustentabilidade comunitária. Por isso, é o lugar da deputada que está mal ocupado.

Quando olho para deputados como Arnaut, Candal e por aí fora, também me questiono acerca da existência do seu lugar. Mas, quando penso na quantidade de matérias em que é preciso trabalhar todos os dias para solidificar uma comunidade, apercebo-me que são estas pessoas que devem ser postas em causa e não o seu lugar propriamente dito.

É claro que o Pedro apresenta um conjunto de outras soluções. Mas, nenhuma tem uma relevância directa no que respeita à situação económico-financeira imediata do país (talvez a extinção de ministérios, mas ainda assim tenho sérias dúvidas). São apenas questões a ter em conta de um modo geral, dada a sua (dos cargos ou instituições) irrelevância ou inutilidade. Apresentá-las como medidas urgentes parece-me algo despropositado.



publicado por jorge c. às 13:46
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010
Uma imbecil

Ontem, a deputada do PS Ana Paula Vitorino, numa intervenção agitada no debate parlamentar, comparou a direita portuguesa em democracia à direita monárquica nacionalista e ao Estado Novo, a propósito da oposição aos grandes investimentos nesta altura. A deputada socialista insistiu na comparação e chegou mesmo a dizer que essa recomendação de parar os grandes investimentos não encontrava reflexo nas posições que vinham do exterior, em particular das agências de rating que não falavam nesse ponto.

Ora, não estaria a ser injusto ou demasiado agressivo se dissesse que a deputada Ana Paulo Vitorino é uma imbecil e uma ignorante que merecia que a humilhassem em praça pública por contribuir para a desinformação e para o entrincheiramento político que influencia muita gente de forma negativa.

Por que razão acha esta senhora que os observadores internacionais não falam nos grandes investimentos? Ora, se calhar é porque tal situação configuraria um atentado à soberania nacional. O papel dos observadores internacionais, e em particular das agências de rating, é avaliar a capacidade ou a expectativaem torno da capacidade dos países de pagar a sua dívida. É claro que há um aconselhamento no sentido de reforçar as medidas de equilíbrio orçamental. Ainda agora Trichet fez questão de dizer que as políticas orçamentais são da competência exclusiva dos governos. Ou seja, são os resultados que têm relevância para os observadores internacionais e não as políticas. As políticas são discutidas aqui dentro.

Se formos a ver, em rigor, quem tem tiques ditatoriais é a sra. deputada que parece não se sentir muito à vontade com opiniões políticas contrárias revelando uma tremenda ignorância que se calhar é apenas desonestidade intelectual ou mera estupidez. Este discurso que vem dos lados do Partido Socialista chega mesmo a enjoar e está na altura de o denunciar sem misericórdia.



publicado por jorge c. às 14:12
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010
Um triste figura

Muita gente parece acreditar na boa-fé de Inês de Medeiros ao renunciar à comparticipação do Estado nas suas viagens. Depois das várias atitudes miseráveis da deputada, não só em relação ao próprio caso, como também a postura nas comissões parlamentares e a sugestão de que nem acharia mal que Sócrates mentisse no Parlamento, depois dessas e outras situações que passam muito mais pela intuição do que propriamente por provas da sua má-fé, só me resta continuar a repudiar a escolha da senhora por parte do PS. Uma triste figura sem qualquer sentido de responsabilidade do cargo que ocupa.



publicado por jorge c. às 14:00
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