Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013
no comment

Confesso que me custou ler o guião do Dr. Portas. Mas li. Não me merece é grande comentário. É tão ridículo o que ali está e o tempo que demorou a fazer que só posso acreditar que se trata de uma brincadeira.



publicado por jorge c. às 23:58
link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013
Carta aberta ao Presidente do PPD/PSD

Caro Pedro Passos Coelho,

 

Quando em 1997 me filiei no Partido Social Democrata, assumi, com a humildade que a tenra idade me permitia, que era um partido que me tinha a mim e não o contrário. É um acto de consciência fundamental para um militante compreender que, para participar politicamente num partido democrático, os princípios e estatutos que o regem são fruto de uma realidade política colectiva, de serviço público, e não um mero instrumento de chegada ao poder para fabricar uma outra realidade.

Para chegar a esta conclusão e aceitar subscrever os estatutos do PSD tive, quase ao mesmo tempo, de compreender o sistema e o regime político do meu país. Era essencial para a minha consciência cívica. E mesmo com as alterações que são comuns e legítimas, há uma coisa que não posso esquecer e que aqui partilho consigo:

 

"(...)

Capítulo I - Princípios Fundamentais

 

Artigo 1º (Finalidades)

 

1. O Partido Social Democrata (PPD/PSD) tem por finalidade a promoção e defesa, de acordo com o Programa do Partido, da democracia política, social, económica e cultural, inspirada nos valores do Estado de Direito e nos princípios e na experiência da SocialDemocracia, conducentes à libertação integral do homem.

2. O Partido Social Democrata concorrerá, em liberdade e igualdade com os demais partidos democráticos, dentro do pluralismo ideológico e da observância da Constituição, para a formação e a expressão da vontade política do Povo Português.

3. O Partido prossegue os seus fins com rigorosa e inteira observância das regras democráticas de ação política, repudiando quaisquer processos clandestinos ou violentos de conquista ou conservação do poder.

(...)"

 

Certamente que reconhece os estatutos do nossos partido. E é precisamente com eles que lhe quero transmitir a minha absoluta repulsa por vários militantes do PPD/PSD terem aplaudido as suas inenarráveis palavras, proferidas durante Universidade de Verão.

A sua opinião sobre a Constituição da República Portuguesa é-me indiferente. Não lhe reconheço, a título pessoal, qualquer grau de conhecimento sobre qualquer assunto civilizacionalmente relevante. Porém, enquanto presidente do partido do qual sou militante (já para não falar enquanto Primeiro-ministro de um Governo Constitucional) exijo-lhe, a si e a todos os que com modos acéfalos o aplaudiram, que respeite os estatutos do partido e os seus princípios fundamentais. Porque caso isso não aconteça, julgo que o melhor é criar um partido novo que apoie tomadas de posição dessa natureza.

O PSD não é isto e não pode ser isto.

 



publicado por jorge c. às 21:19
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 15 de Julho de 2013
é a economia, estúpido

Alguém dizia, há uns dias, que quando em tempo de crise se fala à carteira das pessoas, há uma imediata aceitação do discurso. É a isto que chamamos populismo.

Mas, para além do populismo habitual e perigoso de moralistas como José Gomes Ferreira, Camilo Lourenço ou o Pato Donald, há um discurso, noutra linha, também ele perigoso e que já conduziu o país a 40 anos fora dos mercados (do mercado da liberdade, da igualdade, da democracia, etc.). É o discurso da prevalência da economia, que nos diz que a sociedade corre por motivos económicos, como uma finalidade.

O objectivo de um sistema como a social-democracia, e por ter nascido no pós-Guerra, é tornar evidente que as democracias são regidas pela política, pelo interesse público e pela necessidade de paz e harmonia social.

Quando a construção de uma nova narrativa passa a desenhar a finalidade financeira e económica, então sabemos que nos estamos a desviar do objectivo inicial. A única forma que um discurso sobre a prevalência da economia tem de triunfar é através da coação, da imposição, da negação de liberdades individuais e colectivas, do empobrecimento estrutural do país. Ao aceitarmos empobrecer, aceitamos não nos desenvolver, porque o empobrecimento pressupõe desigualdades mais abrangentes, como se viu no Estado Novo.

Por isso, sempre que me falarem de superavits, de cortes na despesa e de pagamento da dívida, cantarei a Maria da Fonte.



publicado por jorge c. às 11:16
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 10 de Fevereiro de 2013
O grande taxi do inferno

O problema da petição pela moralidade não é o seu grau de moralismo mas, antes, a altura em que surge. Como diria Frankie Pentangeli, em O Padrinho II, nunca deveriam ter deixado Hitler sair de Munique. Uma crise financeira é propícia a estas romarias dos arautos da "crise de valores" e isso pode tornar-se muito perigoso. É uma caça às bruxas. Conhecemos bem as consequências mais graves destes circos.

O populismo moralista é um perigo numa sociedade livre. Ele parte de um fenómeno demagógico, de uma adulteração dos factos para galvanizar a preponderância popular. A sua linguagem é sempre muito próxima da íntima desconfiança das pessoas. Liga-se, com facilidade, à sua condição de eleitor, sem influência directa nas decisões políticas, nos tribunais, etc. "Tudo uma cambada". Alimenta-se, assim, a sensação da sua impotência e da impunidade dos outros.

Não quer isto dizer que essa impunidade não exista. Não quer dizer que as instituições estejam, ao dia de hoje, a passar o seu melhor momento de credibilidade. Não estão. Porém, uma generalização é o primeiro passo para a tolerância de uma liberdade condicionada. 

Mas, o moralismo tem sempre um lado cómico. Lembrar-se-ão, certamente, de Charles Foster Kane, da sua declaração de princípios e da sua tentativa de incursão no Senado. Mesmo assim, parece que não aprendemos; que nos deixamos dominar por esse impulso irracional do justicialismo. Talvez seja falta de amor ou, simplesmente, má-fé intrínseca. 



publicado por jorge c. às 09:19
link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012
Onde mora a crise

O Sr. Primeiro-ministro de Portugal, envolvido involuntariamente numa divulgação de escutas, resolveu fazer aquilo que o bloco central faz de melhor: o oposto do seu antecessor, para efeitos de moralismo.

Assim, pediu a publicação dessas escutas. Corajoso, Pedro Passos Coelho preferiu optar pelo papel dos homens corrompidos de Haddleyburg, numa mise en scéne egocêntrica, do homem que não teme. Preferiu isso a ser Primeiro-ministro de Portugal e apelar ao cumprimento cabal da lei, à conservação do Princípio da Separação dos Poderes, ao respeito pelo segredo de justiça e ao combate ao justicialismo.

Em rigor, PPC é um político ignorante, sem cultura democrática, que desconhece as instituições e a virtude das mesmas. É um homem que desconhece as regras do Serviço Público e que se confunde com o poder, numa dinâmica que diz mais ao autocracismo do que à democracia.

Não é uma coisa da esquerda ou da direita. Nunca foi isso que esteve em causa.



publicado por jorge c. às 12:17
link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
Prioridades gourmet

A agenda setting do Governo foca-se, esta semana, no debate sobre a redução autárquica - um truque gourmet que fará, certamente, algum sentido.

No entanto, será que este é o momento oportuno para alterar uma estrutura que pouco impacto imediato terá na realidade do país e que pode, até, ter os seus custos?

Tudo isto parece um perfeito despropósito com o doce trago do populismo.



publicado por jorge c. às 23:42
link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Domingo, 21 de Agosto de 2011
Confissões de um demagogo

Peça interessante, esta. Um jornalista resolveu sair da frente do monitor do computador e procurar um porquê.

Foi, então, em busca do comentador irado, um apontador de problemas, um denunciador da escumalha política. Foi, acima de tudo, encontrar um cidadão comum que, como todos os cidadãos comuns, se acomodou no sistema e que considera que a sua participação política passa apenas por votar, comentar e exigir; que, como todos os cidadãos comuns, quando as coisas não correm bem começa a pedir cabeças e a falar em organismos independentes, menos políticos.

A verdade é que, no fim deste artigo, fica-nos uma frase: "Sou demasiado pequeno para mudar o mundo.” Esta confissão de impotência é compreensível. Os agentes políticos não podem olhar para ela como uma coisa menor - muito pelo contrário. Mas, também não é correcto sustentar que o descontentamento tudo permita. Não pode permitir a demagogia e o populismo, as armas que levaram ditadores ao poder porque estavam do lado cego do descontentamento.

O sr. M, como todos os senhores M's deste mundo, tem falta de memória histórica.



publicado por jorge c. às 11:48
link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 5 de Julho de 2011
Vai e não voltes

Não será preciso dizer muito mais do que isto e do que isto sobre a renúncia de Fernando Nobre ao seu mandato de deputado. Nobre, como todos os populistas e demagogos, sofre de vaidade e a sua ambição era apenas mostrar-se moralmente superior. Acontece que o seu lugar na Assembleia da República não se resume à tribuna plenária e Nobre não tem inteligência nem discernimento suficientes para compreender que uma saída imediata deixa a descoberto a sua incapacidade política.

Durante as Presidenciais ficou mais do que claro que Fernando Nobre não tinha condições para exercer um cargo político por falta de adequação. A ideia de que um independente, militante contra a classe política, teria algo a ver com cidadania esbarrou na realidade e no trabalho que um cargo político envolve. Ainda assim, Nobre tem o descaramento de afirmar isto. É um homem sem o mínimo de noção da sua própria inadequação. Um tonto. Um perigo que felizmente se tornou inconsequente.



publicado por jorge c. às 09:47
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011
É a loucura

Não é tanto a incoerência e surrealidade da postura de Fernando Nobre que me incomoda. A isso já deveríamos estar habituados desde a sua inenarrável campanha para as Presidenciais. Espanta-me, isso sim, que o PSD convide este cavalheiro para encabeçar as listas por Lisboa para as legislativas com o objectivo de, se ganhar, torná-lo Presidente da Assembleia da República. Fernando Nobre não deveria sequer conseguir chegar a Presidente da Assembleia de Freguesia de Custóias, quanto mais... Está tudo doido.



publicado por jorge c. às 10:49
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
A ignorância das frustrações

Temos um problema sério para resolver em Portugal. Uma parte significativa dos portugueses acredita que votar é um favor que se está a fazer aos políticos. Isto é muito grave porque parte de uma linguagem demagógica que resulta invariavelmente em líderes populistas que acabarão, mais cedo ou mais tarde, por restringir-nos direitos, liberdades e garantias. Num tempo de crise financeira, a crise política aguça este engenho populista e conquista o coração dos mais distraídos, dos mais incautos, que vêem nas mensagens anti-política, anti-sistema, anti-regime, anti-banca, anti-tudo o que cheire a poder, a tónica certa para tapar a sua incapacidade crítica objectiva.

É importante que, para isto, os agentes políticos saibam ser pedagógicos e expliquem a relevância de um sistema partidário, das mais simples vantagens da democracia, do financiamento público e da remuneração e não se deixem envolver pelo élan populista.

O crescimento da demagogia em Portugal é alarmante. Mesmo quando se lança este alerta é-se facilmente julgado como protector do regime corrupto, tachista e por aí fora. Temos um problema sério para resolver em Portugal.



publicado por jorge c. às 13:39
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
O partido de Louçã

O anúncio de moção de censura do Bloco é inconsequente e inoportuno. O Bloco sabe que o PSD nunca a aprovará. E para a frente, se o PSD promover outra moção, o Bloco não votará a favor por pirraça. Portanto, é todo um jogo estéril que demonstra que o Bloco de Esquerda anda a reboque de Francisco Louçã e das suas obstinações, e que retira força a instrumentos democráticos como a moção de censura.



publicado por jorge c. às 22:21
link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
Morte ao populismo

Tenho uma aversão a forwards de emails. Claro que não é ao instrumento em si, mas sim às correntes que os mails criam de pessoa para pessoa sem qualquer critério. No meio dessa enxurrada de lixo passam muitas vezes textos - opiniões deste ou daquele cronista que fazem algum sucesso entre os fanáticos do FW:. É interessante verificar, mais tarde, que pessoas de uma determinada área política reenviem para a sua lista de email artigos de alguém de outra área política completamente oposta. A que se deve isto? Ao populismo, claro.

Numa altura de crise, é fácil seduzir as pessoas com mensagens populistas, de solução aparentemente fácil e eficaz, desde que passe por atacar o poder, por um lado, ou as minorias ameaçadoras do status quo, por outro. É assim que ideias como a da redução do número de deputados triunfam. É assim que, sem pensar, sem qualquer critério, aceitamos uma ideia só porque ela parece aliviar a nossa tensão, quando o que ela está a fazer é precisamente o contrário. O populismo alimenta a nossa raiva contra o sistema, contra grupos específicos; faz-nos ter uma ideia errada da essencialidade das decisões políticas; aumenta a superficialidade do discurso e a ignorância das massas.

A responsabilidade dos partidos é reduzir o populismo no seu seio, e não o número de deputados. A responsabilidade dos partidos é apresentar comissões políticas com programas objectivos e claros em quem os militantes possam votar, e não presidentes com um staff desconhecido de spin doctors. A responsabilidade dos partidos é mudar o seu discurso e dar o exemplo de liderança. Porque nenhum email deve ser mais ouvido do que um líder.



publicado por jorge c. às 12:53
link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
Petições

Não tinha dado por este post de Luis Menezes Leitão no Delito. É um texto que vale a pena ler. É claro que gostei em particular do parágrafo dedicado à petição do Correio da Manhã que, de uma forma inexplicável, continua a ser assinada por uma série de notáveis. Mais um aviso sério às consequências da demagogia e do populismo.



publicado por jorge c. às 17:41
link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
Da total irresponsabilidade

Há cerca de 10 anos, quando apareceu, o Bloco de Esquerda era um partido irreverente. Por isso mesmo ganhou simpatizantes em muitos quadrantes políticos, e nomeadamente entre os mais jovens, que o PCP, por exemplo, não conseguia seduzir devido ao seu discurso reaccionário e o PS por ter uma linguagem demasiado ligada a um regime. Aproveitando-se destes factores, o Bloco construiu uma agenda. Para muitos desses simpatizantes essa agenda era irrelevante e o que mais interessava eram os soundbites do chefe da banda - Francisco Louçã. Com o seu discurso populista e demagógico, anti-poder e inconsequente na maioria das vezes, o Bloco conseguiu fazer do que já era mau pior. De um sector eleitoral muitas vezes ignorante passámos a ter um sector eleitoral mal informado e irresponsável por obedecer a soundbites e a discursos políticos demagógicos. É pior porque conduz a um sectarismo perigoso que pode degenerar em radicalismo anti-democrático.

É isto mesmo que está a acontecer com a questão wikileaks. Ao alojar a informação que está a ser veiculada pelo site, caso este venha a ser encerrado, o Bloco de Esquerda está a patrocinar o incidente diplomático, o risco de atentados terroristas, o ódio contra outros países, a indiferença e a falta de respeito por milhões de vidas. Tudo isto porque o Bloco de Esquerda é contra a Guerra do Iraque ou contra os EUA no geral, que é uma posição que implica certamente ser contra a população dos EUA. Mas lá está: há que dizer a Verdade!

Portanto, sabemos que continuamos a contar com um Bloco de Esquerda adolescente, sem qualquer responsabilidade até em assuntos que envolvem a vida de outros seres humanos. O mais grave é haver gente que acha isto correcto, que acha que não se deve olhar a meios para atingir fins, aquilo que sempre criticaram nos Estados Totalitários.



publicado por jorge c. às 10:48
link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010
Geral e abstracta

A lei quer-se geral e abstracta. Legislar sobre um caso concreto é um precedente perigoso que pode gerar uma discricionariedade que não é típica dos Estados democráticos.

A distribuição de dividendos no cenário de que tivemos conhecimento há umas semanas é eticamente duvidosa. Ainda assim, nunca poderá ser motivo para legislar por se correr o risco da insensatez e da falta de lucidez.

Mas não deixa de ser engraçado que os comunistas e bloquistas, sempre tão atentos às conspirações governamentais nestas situações em que a lei é "feita para alguns", venham agora pretender a uma idêntica discriminação.



publicado por jorge c. às 18:27
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
Mais leitura

Não posso deixar de destacar este artigo de Sérgio Figueiredo no Jornal de Negócios que vai muito ao encontro daquilo que tenho vindo a dizer no que respeita ao essencial e ao acessório do nosso pensamento político. Em rigor, é disto que estamos a falar - a forma como encaramos a nossa sociedade, o modo como distinguimos o essencial do acessório sem demagogia e populismo e as suas consequências práticas nas realidades sectoriais. Não sei se já disse isto hoje, mas vivemos um tempo propício a estas coisas.



publicado por jorge c. às 16:54
link do post | comentar | partilhar

Domingo, 7 de Novembro de 2010
Um exército de taxistas

Num breve passeio por aí, reparo que a oposição à direita recebeu com naturalidade e até algum aplauso a ideia demagógica e populista de Passos Coelho de que falei no post anterior.

Talvez seja o cliché dos tempos. Quando a crise aperta o populismo ganha aliados nunca antes esperados. Vale tudo. Esta histeria anti-sócratista, que não é de hoje, levou o cérebro de muita gente a tirar umas férias, sendo substituído por um pedaço de ressentimento e taxismo (sem ofensa, é só um símbolo).

O justicialismo é um dos sinais mais evidentes do triunfo da demagogia. A crise social (seja de valores, de atitudes ou de costumes) faz com que se perca o discernimento e que se tente a todo o custo arranjar responsáveis com rosto para a nossa desgraça.

Já agora, dêem ali um saltinho a este post do Francisco Mendes da Silva.



publicado por jorge c. às 11:15
link do post | comentar | partilhar

Sábado, 26 de Junho de 2010
O dr. Coelho

Nos últimos tempos a tensão entre CDS e PSD aumentou. O Partido Portas começou a atacar o partido do dr. Coelho devagarinho. O dr. Coelho começou a ver a coisa a correr mal, principalmente depois das polémicas com Cavaco, porque a consequência de o apoiar para as presidenciais é uma inevitável colagem da imagem do Presidente ao PSD. O dr. Coelho tinha de arranjar uma solução. E para este homem admirável não há tempo a perder. É preciso dar sempre uma boa imagem e evitar cair na boca do povo. Daí que o dr. Coelho passe a contar com o CDS, não se percebendo bem em que medida e a que propósito. A não ser o propósito da jogada politiqueira. Aí sim, faz todo o sentido e é válido, claro. Nós podemos é não achar muita gracinha. Isso já é outra conversa.



publicado por jorge c. às 15:12
link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 21 de Junho de 2010
Conversa de Verão

Já se percebeu como vai ser este Verão. Cavaco vai de férias, Sócrates vai de férias e os portugueses também vão de férias. Até os desempregados vão de férias. Vai toda a gente de férias, excepto Passos Coelho e os copy's que brincam à política nos seus gabinetes. Passaremos o Verão inteiro a ver declarações e mini-comícios, a assistir a um elenco de "ideias para Portugal", "algumas soluções que julgamos serem necessárias para a resolução deste problema estrutural que estamos a viver". No fim, "temos que crescer".

 

A fórmula é conhecida. Os gabinetes em vez de estudar dossiers para identificar a má política e construir uma solução com consistência, andam a fazer de criativos da política a arranjar soluções irreflectidas e muitas vezes despropositadas para depois o líder passar por aquele que apresenta propostas. É uma nova forma de populismo que Sócrates já tinha utilizado e que resultou. Basta lembrar as suas intervenções enquanto deputado e a sua atitude enquanto PM. É aí que se avalia o populismo, e é aí que se aprende a não cair na mesma cantiga.

 

Vivemos tempos complicados mais pelas más alternativas polítcas que temos a um mau governo do que pela situação financeira. A escolha não é fácil.



publicado por jorge c. às 17:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar


Um blog de:
Jorge Lopes de Carvalho mauscostumes@gmail.com
pesquisa
 
arquivos

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

tags

todas as tags

blogs SAPO
visitas
subscrever feeds