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Manual de maus costumes

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27
Abr10

As pessoas que barafustam

jorge c.

As pessoas que barafustam não são uma massa uniforme. Pode haver pessoas que barafustam sem motivos, o que acontece inúmeras vezes, e pode outrossim haver quem barafuste com razão, por colisão de interesses ou, no limite, de direitos.

Porém, a Shyznogud acha que as pessoas barafustam porque não estão tão atentas quanto ela. O problema desta vez é que a Shyznogud ou não leu a notícia toda ou então não estava muito atenta ao pormenor de, a partir de agora, as ambulâncias passarem a pagar estacionamento no IPO de Lisboa.

No IPO do Porto paga-se estacionamento. Se não estou em erro sempre se pagou. Não é isso que me perturba a mim nem às pessoas que barafustaram com esta notícia que especificava o caso concreto das ambulâncias. É que não parece ser lógico que um instrumento de serviço público passe a pagar estacionamento num instituto público, seja meia, uma ou duas horas depois. O princípio está, à partida, errado. Se o Estado providencia um serviço que serve como meio de transporte para outro serviço seu, então está a pagar o quê? Isto para não falar nas corporações de bombeiros que, com cada vez menos meios, ainda terão de desembolsar para fazerem este tipo de serviço.

Se calhar até pode parecer palermice minha, mas a lógica parece ser outra.

10 comentários

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    jorge c. 28.04.2010

    Que comparação mais obtusa!
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    Shyznogud 28.04.2010

    olhe q não, doutor, olhe que não, repare nesta sua frase "O princípio está, à partida, errado. Se o Estado providencia um serviço que serve como meio de transporte para outro serviço seu, então está a pagar o quê?" e veja se a analogia não é possível.
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    jorge c. 28.04.2010

    Não fosse dar-se o caso de estares a brincar com os conceitos e, no exemplo que dás, ser inviável outra situação. Neste caso o acto de envio e recepção está na mesma pessoa. É, portanto, um exemplo obtuso.
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    Shyznogud 28.04.2010

    inviável? explica lá essa
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    jorge c. 28.04.2010

    Inviável no sentido de ter de haver algum mecanismo de portabilidade. Além de que hoje, com o e-mail, essa questão começa a ser uma não-questão. Sim, eu sei que vais dizer "nem imaginas a quantidade de cartas blablabla". É certo, mas cada vez será menos assim. Em todo o caso, a questão nem é tanto essa mas sim a forma que os dois exemplos adoptam que é não só fisicamente diferente como também o é no sentido da relação subjectiva estabelecida.
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    Shyznogud 28.04.2010

    Estavas, q eu desse por isso, a discutir a questão em termos de princípios, afirmando q não fazia sentido nenhum q um serviço do estado pagasse a outro serviço do estado... ora, com o meu exemplo provei-te q esse princípio não se aplica em geral. De toda a maneira esta é uma falsa questão qdo existe a tal possibilidade da meia-hora grátis. Volto a dizer q o barulho feito teve a ver com reacções a quente, basta ultrapassar a reacção inicial, em q a razão é toldada pela emoção ("pobres doentes oncológicos, forçados a pagar"), para se perceber q é uma medida mto sensata e q, de facto, não lesa ninguém, pelo contrário.
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    jorge c. 28.04.2010

    Compreendo que não queiras conceder que o exemplo que deste é um disparate.
    Mas em relação à meia-hora, é evidente que não és tu que determinas as circunstâncias e como tal é impossível saber o tempo certo ou não. O que é possível determinar é que ambulâncias pagarem estacionamento numa instituição de saúde pública é um perfeito disparate.
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    Shyznogud 28.04.2010

    E não, não concedo nada, já q foste tu q vieste com a história dos princípios e de ser incompreensível, como princípio, q o estado pagasse a ele próprio (foi isso q, de facto, disseste).
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    jorge c. 28.04.2010

    E foi isso que de facto disse. Mas qualquer pessoa que leia o que eu disse percebe o disparate da tua comparação. Mas tudo bem, não concedes para não dar o braço a torcer. Todos temos momentos assim.
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