Quarta-feira, 27 de Abril de 2011
A chantagem, a dúvida e o raio que os parta

Com os disparates consecutivos que o PSD anda a fazer, nem nos dá tempo para dizer mal do PS. Eu adoro desporto e entre correr 7 km's ou dizer mal do Partido Socialista fico sempre indeciso. E há muito espaço, atenção! O PS é o partido mais escorregadio de sempre da política portuguesa. Até o O'Neill sabia isso. E vocês também sabem, que eu sei. Nunca confiar num partido socialista cujos governos foram os que mais privatizaram em Portugal. É estranho. Ainda assim, e estando a par da malabarice nas entranhas do Rato, a malta ainda o defende porque - convenhamos, por amor de Deus - é o verdadeiro partido da esquerda democrática e republicana e séria e responsável e cuidado com o papão que ataca no armário a partir das duas, qual raparigas do Conde Redondo.

O descaramento dos socialistas a tratar as incoerências dos outros é fascinante. Sobe-se o tom, dramatiza-se um erro e está a tenda armada para o circo. Uma muito óbvia nos dias que correm é a da falta de programa. Isto como se o PS tivesse aí uma extensa proposta de resolução nacional que não a conversa de saco que apresentou em 2009 e que manifestamente não é uma alternativa à situação actual nem tão-pouco tem força revigorada para vingar a sua credibilidade. É que uma coisa é a irresponsabilidade de provocar eleições num período de ataques à credibilidade financeira do país e em que era preciso uma demonstração da força soberana, e outra completamente diferente é a sustentabilidade governativa de um executivo sem soluções e gerador de desconfiança institucional. O PS não se pode esquecer que, mais cedo ou mais tarde, o Governo caía. E caía bem. Era tudo uma questão de compassos mais oportunos.

No entanto, como se nada se passasse e estes tivessem sido os melhores 5 anos das nossas vidas, como aliás se viu naquela demonstração de culto ao Chefe no congresso socialista sem uma linha divergente, sem autocrítica, aí está o PS e os seus apoiantes independentes e imparciais a tentar convencer a populaça que se o PSD ganha é o fim do Estado Social. Ora, se para fazer uma alteração à CRP é quase preciso um tipo dar a mãe e o pai de penhor, era agora o PSD que ia acabar com o Estado Social só porque sim, porque lhes apetece. É preciso um descaramento que nem Iago teve na diabolização do Mouro. Outros Otelos, a mesma dúvida instalada.

Em rigor, estamos a assistir à mais vil chantagem psicológica feita por um partido em democracia: ou nós ou o fim. Este mesmo discurso repetido como um mantra - qual União Nacional!

E valerá a pena continuar a confiar neste discurso do PS? Não é só de Sócrates, é do PS, porque quem alinha em tudo não deixa de ser cúmplice desta aldrabice.

 



publicado por jorge c. às 11:43
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