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Manual de maus costumes

Manual de maus costumes

11
Ago10

Para uma vida sustentável

jorge c.

Bem vistas as coisas, a nossa função é trabalhar todos os dias para que nada corra muito mal. Nem para nós, nem para os outros. A tarefa do Homem passa então por cultivar. Todas as grandes crises só aparecem porque há desleixo de alguém, menos esforço, mais egoísmo. Em rigor, se todos cultivássemos a nossa própria estabilidade, que em abstracto é a de todos, talvez não ficássemos a pagar casas ao banco durante 50 anos ou não projectássemos frustrações nossas nos outros. Estes comportamentos, sociais e íntimos, são a título de exemplo um reflexo da infelicidade geral que se espalha como um vírus. A crise só nasce em nós, e só nós podemos acabar com ela.

08
Ago10

Avante touros de morte!

jorge c.

Torna-se muito fácil discordar de Bruno Sena Martins. Neste post no Aparelho de Estado comete dois erros e demonstra a fragilidade da opinião.

Vamos aos erros. Aquela foto, meus Deus, aquela foto! Há várias campanhas que insistem que os animais sangram da boca por causa das bandarilhas. Photoshopa-se e os incautos comem. Bem, não é preciso ser veterinário para perceber que em qualquer morfologia aquilo seria impossível. Olha, na do homem, por exemplo. Enfim, tudo serve, até esta desonestidade infantil. O segundo erro é mais uma imprecisão. A Monumental de Barcelona foi encerrada há já algum tempo. Barcelona é, desde essa altura, uma cidade anti-taurina. Mas o que mais releva aqui, e então entramos na fragilidade da opinião, é essa posição da Catalunha contra Espanha. É mesmo disso que estamos a tratar, de rivalidade regionalista e separatista, e não de um verdadeiro e efectivo desconforto cultural. Esse marketing catalão é, aliás, bastante intragável. Convence os pós-modernos de qualquer coisa cool e torna-os ainda mais endofóbicos. O tom infantil, fútil e pseudo-revolucionário corresponde precisamente à pequenez regionalista que despreza culturalmente tudo o resto. Parece um paradoxo, mas não é: há muita ignorância nesta zona da intelectualidade. Barcelona é o seu lugar preferido.

08
Ago10

O vírus

jorge c.

O problema do "sistema" não é tanto o sistema em si. Se perguntássemos a todos os portugueses se gostam do actual regime de Estado-Providência em comparação com o que conhecem de outros regimes, arrisco-me a advinhar que uma maioria qualificada de 2/3 responderia que sim. Quer isto dizer que, em princípio, compreende-se que a base do regime não é mázinha de todo. Acontece que, com a sua evolução, há uma série de vícios que se vão entranhando e formando aquilo a que chamamos o "sistema". Esses vícios têm uma tendência viral. Uma vez que alguém o começou, o mais natural é que alguém o continue. Um bom exemplo disso é o entendimento que se dá à expressão real politik e a tolerância com a manipulação de consciências que daí nasce.

Quero com isto dizer que, em rigor, não é o "sistema" que simboliza o regime. É, sim, a perda de valores que serviam para o justificar que constitui a ideia de "sistema". Essa degradação justifica-se com o conformismo, e esse conformismo tem origem na sua característica viral que, como qualquer outro vírus, ataca discretamente sobre a capacidade de reacção das imunidades.

08
Ago10

A ler...

jorge c.
08
Ago10

Matem os blogs de comentário político

jorge c.

João Villalobos e Luís Naves têm blog novo. Chama-se Emoções Básicas e à partida pode ser facilmente confundido com um blog de uma quarentona deprimida com falta de sexo que projecta isso mesmo no seu intimismo lamechas. Mas não. Parece que os cavalheiros decidiram finalmente partilhar com o mundo algo que fazem muito melhor do que comentário político. Sem desfazer, por amor de Deus. Passem por lá. Aprende-se sempre qualquer coisa.

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