Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011
Noite de Reis


publicado por jorge c. às 22:48
link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
Que Deus nos ajude!

Talvez seja o fim do mundo em cuecas. Ou se calhar estamos só a dramatizar.

Chegamos ao fim da década endividados, com uma ameaça terrorista que provocou o horror na maior cidade do mundo, com uma classe política duvidosa e um conflito de liberdades difícil de resolver. Vimos a informação circular a uma velocidade nunca antes vista e novas formas de cidadania a emergir devido ao poder da web.

Só este ano, em Portugal, fomos do casamento entre pessoas do mesmo sexo ao mais recente Jonasgate e fomos também visados no estranho caso Wikileaks. Falámos de escutas, de défice, de dívida, de saúde e educação. Mas continuamos sem saber discutir. Somos incapazes de um mínimo de objectividade e confundimos amor com sexo como adolescentes de 16 anos. Já pouco se olha à dignidade, à justiça, à honestidade e à civilidade. Porque no meio do pânico decadentista, salve-se quem puder. É, como diria Sena, o país dos sacanas.

O ano encerra, portanto, uma década que marcou a imagem pública, onde a fronteira entre a privacidade e a liberdade foi muitas vezes transposta; onde a palavra pública foi muitas vezes exigida e outras tantas posta em causa. Talvez uma road to nowhere, ou simplesmente uma passageira esquizofrenia. Daí que para o próximo ano só exija: rock'n'roll e democracia.

 



publicado por jorge c. às 12:16
link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
O futuro da história

 

O Diário de Notícias faz hoje 146 anos. A data é assinalada com uma edição especial em que Gonçalo M. Tavares é o director convidado. Hoje, comemora-se mais a longevidade do jornal do que a sua relevância no panorama da comunicação. À parte de alguns exclusivos (as entrevistas ao PM e uma polémica publicação de e-mails de outros jornalistas no caso das fantasmagóricas escutas de Belém), o DN perdeu aquela magnitude tão presente no seu edifício da Av. Liberdade. Foi-se conformando, ao longo dos anos, ao seu papel de jornal do regime, do bloco central, do interesse instalado e dos joguinhos medíocres dos bastidores do poder. O jornal conta com bons jornalistas, com bons cronistas, mas a sua direcção parece fraca demais para o seu passado histórico. Sabemos que o grupo Controlinveste tem um objectivo legítimo de negócio. Mas também devemos saber impor aquilo que pretendemos dos meios de comunicação e ser mais críticos com as suas fragilidades.

Contudo, este ano recuperou parte da sua história com o Media Lab, levando milhares de crianças às suas instalações num projecto que tem mais de pedagógico do que marketeiro. Um jornal que coleccionou no seu passado um conjunto de benfeitorias não se pode furtar à sua função social e cultural.

A grande dificuldade dos media por esta altura é o futuro do formato. É sabido que o papel tem perdido procura e os conteúdos online continuam abertos. Mas, não nos podemos esquecer que isto é um negócio e que, se queremos qualidade no serviço de informação, com todas as particularidades que isso envolve, temos que pagar. Talvez este fosse um bom tema para o DN levantar este ano junto dos leitores, começando por mostrar que o interesse principal é manter o nível de informação online bem alto e começar a preparar uma estrutura de futuro, e não apenas ganhar dinheiro. Até porque terá que explicar que fechar os seus conteúdos não faria sentido numa comunidade habituada ao gratuito. Portanto, numa lógica de interesse público os jornais têm de se fazer pagar e os leitores têm de suportar a qualidade da informação que exigem. Ou será que não exigem nada?



publicado por jorge c. às 10:15
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010
Conceição Virginal de Jesus

"Ora, a origem de Jesus foi assim: Estando Maria, Sua mãe, noiva de José, antes de habitarem juntos, notou-se que tinha concebido do Espírito Santo. E José, Seu esposo, sendo justo e não querendo denunciar publicamente, resolveu repudiá-l'A em segredo."

A seguir a isto vem um anjo que confirma a história ao carpinteiro e fica tudo bem. Portanto, ter fé, no fundo, é acreditar que a probabilidade disto ter acontecido é muito grande. Complicado... Quer dizer, também há gente que acredita que o homem foi à lua e ainda filmou tudo...

Mas a coisa vai lá com esforço e sacrifício porque, no fim de contas, queremos todos que isto fique tudo bem com muito amor, unicórnios, anões e pombas brancas. E desejar um Feliz Natal é isto, no limite.



publicado por jorge c. às 11:18
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
O Rei dos Judeus - Feliz Natal


publicado por jorge c. às 14:07
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
none but ourselves can free our mind

Logo à noite, os Clash City Rockers sobem ao palco para o seu concerto anual de homenagem a Joe Strummer. Porquê? Porque a memória é para se alimentar, nem que seja por 2 ou 3 concertos por ano, e o futuro escreve-se com ela - a memória do que podemos ser. Hoje, na Tertúlia Castelense é isso que se vai fazer com o máximo de rock possível.

 



publicado por jorge c. às 17:09
link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
Quase me esquecia...
... que passaram ontem 92 anos do assassinato do Presidente-Rei.


publicado por jorge c. às 16:25
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
john

 

 

houve sempre muito mais justiça com os homens das ciências do que com os da arte. na arte, houve sempre mais justiça com os clássicos do que com os contemporâneos e mais populares. nunca esquecerão bell, edison, einstein, darwin, da vinci, mozart ou shakespeare. mas, esquecem-se que sem lennon as canções eram de pedra.

 

it was 30 years ago today…



publicado por jorge c. às 01:11
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sábado, 4 de Dezembro de 2010
30 anos

Não sei o que é o sá carnerismo. Nunca privei com um sá carneirista que me soubesse expor nada de muito objectivo. Ouvi histórias, li e vi dezenas de teorias cavernosas.

Hoje, um amigo dizia-me exactamente o mesmo. Não lhe soube explicar absolutamente nada. Porque este é também o tempo de uns liberais que saem da cartola como coelhos domesticados na tendência do sucesso e do socialismo tentador atento à solução eterna.

Sei que cresci e aceitei uma certa mentalidade de adaptação às regras de conteúdo de uma possível democracia liberal consciente do direito fundamental ao conservadorismo e praticante da ancestralidade de um país que assumi como o meu próprio elemento (ou eu um dos seus elementos, não sei). E distingo as classes e reforço-lhes a dignidade, numa necessidade última de oportunidade, de equidade e de justiça. Sem moralismo ou demagogia. Uma social-democracia do Povo e para o Povo, sendo que o Povo somos todos nós. É este o lugar comum abstracto que gosto de discutir. Se entendi mal? É para o lado que durmo melhor.



publicado por jorge c. às 02:30
link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010
O mito

 

 

Paulo, deixa-me ilustrar o teu post com esta fotografia do Público. Ela retrata também muito do espírito dos dois países na sua relação histórica.

 



publicado por jorge c. às 09:30
link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Da greve de cidadania no 25 de Novembro

A conversa é sempre a mesma. Um diz oito, outro diz oitenta. Já ninguém leva a sério os números da greve. Quer isto dizer que a greve é uma manifestação em declínio? Gostava de acreditar que não.

A política banalizou-se. Por todos os meios de comunicação ouvem-se pessoas dizer as maiores alarvidades populistas assim que lhes põem um microfone à frente. É a crise, os patrões, os ricos, o poder - tudo aquilo que for grande e que possamos apontar como culpado da nossa eterna desgraça proletária. E é também este pensamento proletário que torna as reivindicações absolutamente inócuas. Já ninguém leva a sério as centrais sindicais e as manifestações na rua são desvalorizadas. A propaganda abafa parte das reivindicações e os problemas diários dos portugueses são também desvalorizados. Nunca se chega a saber, em rigor, o que se passa. Ouve-se muita coisa. Há demasiado ruído e depois desse ruído há ainda os donos da verdade que sacam sempre coelhos da cartola - ilusionismo puro para desviar a atenção do centro dos truques.

Tenho, para mim, que um dos maiores problemas da desvalorização política é a propaganda. E depois disso a contra-propaganda.

É um dia histórico, este em que celebramos a consolidação democrática; este em que nos afastámos dos extremos e em que começámos um processo de plena democracia participativa, de debate e de mérito. Em vez disso, demos lugar à propaganda, permitimos a demagogia e deixámos a democracia sedentarizar vivendo apenas do voto.

Não é a greve que está em declínio, mas sim a cidadania, a participação e o altruísmo.



publicado por jorge c. às 09:34
link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
rumba pessoal


publicado por jorge c. às 01:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 10 de Outubro de 2010
Against

A abolição da pena de morte foi uma conquista civilizacional, uma evolução na forma de encarar o direito penal na Europa Ocidental. Não quero com isto dizer que não entenda as diferentes formas de o encarar noutras culturas, mesmo que muito próximas da nossa - os EUA, por exemplo. No entanto, insisto que a abolição da pena de morte é uma evolução no pensamento e atitude civilizacionais.

Justificar a abolição não é uma tarefa fácil num mundo que compreende mais a Lei de Talião do que os princípios básicos da equidade e da dignidade humana. Explicar por que razão tirar a vida a alguém por crime cometido não é um fundamento lógico numa sociedade organizada e com pretensões de criar um ambiente de paz social é praticamente inútil. Daí que assinalar uma data, sair à rua e dizer "Não" seja uma atitude dogmática que talvez não me importe de adoptar.

Uma coisa é certa, sinto-me confortável por viver num país que admite em primeiro lugar, em matéria penal, a vida como interesse supremo.



publicado por jorge c. às 10:46
link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
rumba da nação (celebração antecipada)


publicado por jorge c. às 15:29
link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010
Em cima do joelho

Chegámos à semana de despachar programa sobre o centenário da República. Durante um ano vimos anunciar que o centenário se iria celebrar. Fomos esperando, esperando. Lá apareceram uns livritos muito timidamente, sabe-se lá se feitos ou não à pressa. Na televisão vejo agora uns anúncios sobre umas séries quaisquer. Mas nunca mais soube nada do mastro do Vale do Sousa. O Prof. Santos Silva também anda meio desaparecido, e não só nestas andanças. Também sabemos que se houvesse muita celebração apareciam logo os defensores dos bolsos do contribuinte e a facção monárquica da República de mãos na cabeça.

O que me apetece dizer sobre isto é que estamos prestes a comemorar 100 anos desde o dia em que somos de facto detentores do nosso Estado, todos sem excepção, e que ninguém parece estar muito animado com o acontecimento. Celebrar a normalidade é, também, uma forma de preservar a memória. Mas se é para fazê-lo às três pancadas e sem ânimo então mais vale estar quieto.



publicado por jorge c. às 17:13
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 11 de Setembro de 2010
Acordar com Nova Iorque

A década de oitenta acabou mais cedo do que se esperava. A falsa festa decadente e yuppie do ocidente foi interrompida pela Queda do Muro. "O Muro está a cair" foi a primeira frase que me marcou, e a imagem de gente a precipitar-se na ânsia da mudança, numa noite fria, no meio de lágrimas e silêncios aliviados, é a fotografia que abre a minha década.

Cresci e fui adolescente num mundo livre onde o dinheiro caía do céu, a informação circulava cada vez mais rápida e onde se respirava paz. Tinha todos os motivos para me tornar etnocêntrico. A Europa era agora uma lição de democracia e os Estados Unidos uma fonte de inspiração. Mas estava na moda ser multicultural. A minha geração, ou todos aqueles que beberam os anos 90, achou que ser multicultural era comer "comida étnica", ouvir "world music" e ser solidário com as criancinhas em África usando uma t-shirt branca em hora e data a definir. Felizmente também li e ouvi muita música e comi muitas coisas diferentes. Tive foi a sorte de tentar compreender o outro, estivesse ele no outro lado de um outro muro ou mesmo a meu lado, na minha Europa livre.

Pensar de uma forma global e diversa, plural e tolerante, foi meio-caminho para acreditar que finalmente tudo estaria no sítio.

A 11 de Setembro de 2001, dez anos escorreram pelo cano abaixo. Vi o mundo mudar entre uma gigante nuvem de cinzas que trouxe o ódio, o terror, o medo, a paranóia, a conspiração, a demagogia, o preconceito, a inquietação, a perseguição, a desconfiança, a vergonha, o moralismo e nos mandou para trás, quando já não pensávamos lá voltar, para uma guerra-fria que mói e nos destrói todo o sentido de Humanidade que julgamos estar sempre a conquistar.

 



publicado por jorge c. às 10:56
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 4 de Julho de 2010
home of the brave



publicado por jorge c. às 14:33
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
you were the first one



publicado por jorge c. às 16:21
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Terça-feira, 18 de Maio de 2010
30 anos


 

A prova de que a música popular contemporânea é arte absoluta revelou-se no final dos anos 70 em Manchester. Até então, a música popular não conhecia o lado verdadeiramente negro do espírito dos homens, as almas cansadas, coisas que não têm que ver com amor e essas caretices. Apesar dos songwriters, dentro da linguagem do rock não existia nenhum artista que manifestasse a sua inquietação psicológica. Era tudo muito emocional ou social.

Com Ian Curtis tudo isso mudou. A sua tormenta passou para o som inquieto dos Joy Division e daí entrou-se na cabeça de milhares e milhares de putos que não sabiam o porquê do seu desconforto mas que agora se sentiam, pelo menos, acompanhados. Quer isto dizer que não é a música que nos torna depressivos, isso é uma desculpa. A música pode é ajudar a clarificar o nosso estado e isso é arte.



publicado por jorge c. às 12:54
link do post | comentar | partilhar

curtis


publicado por jorge c. às 04:36
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Um blog de:
Jorge Lopes de Carvalho mauscostumes@gmail.com
pesquisa
 
arquivos

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

tags

todas as tags

blogs SAPO
visitas
subscrever feeds