Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Manual de maus costumes

Manual de maus costumes

18
Mai11

A Turista - let england shake

jorge c.

Se o Reino Unido (RU) é o Estado-membro da UE mais sui generis, então esta visita da Rainha é particularmente interessante para toda a União, não só pela paz social, como também pela narrativa do RU para o futuro em relação a tudo o resto - à sua relação com os outros.

Não deixam de ser apenas dois dias de visita oficial para já (100 anos depois), mas já deu para perceber que não passará muito deste registo turístico e paternalista, diria, até. Quatro dias ao todo de uma visita que se esperava mais relevante e expressiva. Por isso não deixa de ser curioso este artigo no Belfast Telegraph, por Charles Lysaght, que mostra a simpatia que os irlandeses têm por Elizabeth e o desprezo - quando não raiva - pela Coroa que representa.

Portanto, cingindo-me ao que diz Lysaght para os irlandeses seria mais simpático uma visita a título pessoal da Rainha (causal, de ténis, quem sabe) do que uma visita oficial que pode não ter qualquer impacto numa solução histórica e é completamente fútil, vindo apenas agravar tensões que têm desaparecido em grande escala, com o tempo. O autor sugere ainda que esta visita deveria ser acompanhada de uma cedência britânica para que marcasse efectivamente um papel na História, e não este passeio de turista oficial, de traje clássico, como se o tempo tivesse parado 100 anos e a Coroa viesse ver as terras.

 

 

 

"until the day is ending, 
& the birds are silent in the branches, 
& the insects are courting in the bushes, 
& by the shores of lovely lakes 
heavy stones are falling."

 

pj harvey

14
Dez10

A arrogância da verdade

jorge c.

Em O homem que corrompeu Hadleyburg, Mark Twain conclui que alguém cuja honestidade nunca tenha sido posta à prova não pode saber se é honesto ou não. A arrogância das gentes daquela pequena cidade era, por conseguinte, suportada por um grande nada. No dia em que um homem lhes montou uma armadilha, caíram.

Por estes dias podemos encontrar uma nova forma de arrogância - a da Verdade. Pode concluir-se com facilidade que num jogo, como é o diplomático (Cairo, distante Cairo), o segredo é uma arte e que nem sempre a Verdade é a única carta a jogar. Porque a vida, da mais íntima à da sociedade global, não é algo simples e objectivo: ela depende de inúmeros factores que vão sendo jogados conforme as necessidades ou conveniências. Oh, sim - as conveniências!

Talvez Mark Twain gostasse deste tema dos Queens, pois mais do que ninguém via arte nas questões complexas e que aparentam sempre uma simplicidade medíocre.

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Um blog de:

Jorge Lopes de Carvalho mauscostumes@gmail.com

Links

extensão

  •  
  • blogues diários

  •  
  • media nacional

  •  
  • media internacional

    Arquivo

    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2013
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2012
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2011
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2010
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D