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Manual de maus costumes

Manual de maus costumes

24
Jan11

Goodbye Lenin@

jorge c.

Afinal o povo já não é quem mais ordena. Há uma elite com uma certa abrangência que sente que este não é o melhor caminho para a democracia e para as instituições. Como tal, o melhor será fazer umas alterações cirúrgicas. Tudo pelo bem do progresso e do grande povo português europeu coiso. Chato é que agora está um bocado difícil encontrar uma solução. Se calhar, enquanto o problema não é resolvido, coloca-se um anúncio no jornal.

 

 

Classificados:

 

- Procura-se: homem/mulher com dimensão urbana, de preferência nascido e criado na área metropolitana de Lisboa (Algés e Sacavém não contam), com licenciatura + mestrado + doutoramento na área das ciências sociais, educação, saúde, física quântica e hotelaria. Dá-se especial atenção a quem tenha interesse por media e social media, coma de boca fechada, não roa as unhas nem tire catotas do nariz em público. É aconselhável que não tenha mantido qualquer tipo de relação pessoal sem recibo ou factura. Atenção! Tem de estar em convergência com o progresso e obedecer cegamente ao seu cânone. Contacto: olhe... procure na internet.

22
Jan11

O direito ao silêncio

jorge c.

Andamos há duas semanas com queixas sobre esta campanha eleitoral. Já ninguém conseguia ouvir os candidatos e as suas diatribes e disparates. Mesmo assim, aumenta o tom contra o dia de reflexão, como se depois de tudo o que assistimos fosse este um problema gravíssimo. Acontece que não há mais nada que se possa discutir sobre o dia de amanhã, excepto discutir a própria reflexão. E assim é. Com a adrenalina eleitoral no máximo, como uma linha de cocaína, a necessidade de falar de nada ganha uma vida muito própria. Deixem as pessoas sossegadas pelo menos hoje, respeitem o seu direito ao silêncio.

28
Mai10

Necessidade e consequência

jorge c.

Vasco Campilho parece estar muito entusiasmado com os resultados de uma sondagem que dá quase maioria absoluta ao PSD. Pois eu não sei se isso será assim tão positivo.

O problema com estes resultados, nesta altura precisa, é que eles evidenciam uma consequência política e não uma necessidade. Se fosse uma necessidade não seria o PSD de Passos Coelho a estar em tal destaque já que, como temos vindo a ver, não obstante a assunção de partilha de responsabilidades que lhe competia, o líder do PSD tem sido calculista no sentido eleitoral. Assim foi com o TGV, assim foi com a comissão parlamentar de inquérito e assim tem sido relativamente a inúmeras matérias das quais se destaca a matéria de impostos.

Ora, nós não necessitamos de um Primeiro-ministro que seja politicamente calculista. Nós necessitamos de alguém que tenha total convicção no que está a fazer e não esteja tão preocupado com o modo de o fazer. Nós necessitamos de firmeza na liderança e não de plasticina política moldável ao sabor das circunstâncias.

Tudo o que acontecer será, então, uma mera consequência das circunstâncias e não uma afirmação convicta da vontade soberana. Será apenas cansaço, o que não contribui em nada para a consciência.

Se o Vasco fica satisfeito pela vitória através do cansaço, eu não.

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