Sábado, 22 de Outubro de 2011
Breves notas políticas

Gerou-se, a certa altura, a ideia de que qualquer um pode ser um líder se cumprir escrupulosamente as normas consagradas nas 500 bíblias sobre o tema liderança. Daí que, quando olhamos para a Assembleia da República, nos assustemos. Já aqui o disse: Passos e Seguro.

Num período de crise, de desconfiança e insegurança, seria fundamental que o Primeiro-ministro transmitisse confiança e tranquilidade aos portugueses. Há compromissos para cumprir e o Governo deveria estar totalmente seguro das medidas que apresenta para responder a esses compromissos. Ora, não parece estar.

A grande maioria dos portugueses tem uma expectativa legítima chamada Estado Social. Há quem ache que isto é um dogma em que não se pode tocar. Não é verdade. O mundo muda, a realidade transforma-se. A História ensina-nos que não devemos ter nada por certo. No entanto, a um governante cabe o papel de indicar o caminho a seguir em momentos difíceis, sem hesitações e posições dúbias, principalmente quando se trata de frustrar aquelas expectativas. As pessoas compreenderiam melhor o sacrifício se o caminho a seguir não fosse tão duvidoso.

Há nas lideranças uma característica fundamental: a decisão. Acontece que a decisão não é a característica em si mesma. Para decidir é preciso estar preparado e saber o que decidir. Disse muitas vezes de José Sócrates que a determinação não era um programa político.

O que temos neste momento é um Primeiro-ministro que diz que lidera e um País que não o vê assim. Será bom para aprendermos na altura de escolher quem nos deve liderar. Não terá sido por falta de aviso. Mas quem começa por desculpar os seus, por serem da casa, depois terá de aguentar, obrigatoriamente, os dos outros. É uma chatice chamada democracia. Não lhe queiram mudar as regras agora.



publicado por jorge c. às 12:19
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 9 de Outubro de 2011
O futuro da ERC

Qualquer liderança exige coragem e determinação. No sector público esta necessidade é ainda mais exigível devido a pressões políticas. Quando isso não acontece, o mais provável é estarmos perante entidades frouxas que se deixam ir ao sabor do vento.

A nomeação de Carlos Magno para a ERC deixa-me, assim, muito desconfiado sobre o futuro desta entidade. Daquilo que vou vendo, lendo e ouvindo do distinto cavalheiro, retiro uma personagem sem grandes características; de discurso vago e sem conteúdos, cheio de lugares comuns e pouco assumido.

Podemos dizer muitas coisas de José Alberto Azeredo Lopes. Podemos dele discordar em muitas decisões. Mas, nestes últimos anos, tivemos à frente da ERC um homem com coragem em tomar decisões, que por elas deu a cara e que as discutiu com frontalidade.

Não sei se, doravante, isso irá acontecer. O tempo o dirá.



publicado por jorge c. às 21:15
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar


Um blog de:
Jorge Lopes de Carvalho mauscostumes@gmail.com
pesquisa
 
arquivos

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

tags

todas as tags

blogs SAPO
visitas
subscrever feeds