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Manual de maus costumes

Manual de maus costumes

28
Dez12

as minhas coisas favoritas

jorge c.

Em alturas como esta oferece-se dizer que só valorizamos as coisas quando as perdemos. Mas, logo viria alguém discutir o lugar comum e a falta de sofisticação, a pouca urbanidade da coisa e a necessidade de seguir em frente. É a chamada ética dos fúteis. 

É uma merda perder as coisas. É uma merda que sejamos poucos a tentar mobilizar as pessoas para os lugares que sabemos mágicos, onde o tempo não passa e se mantem estático para que, então, uma certa transcendência nos coloque os olhos no futuro. É isso que o Jazz nos faz. É o mais perfeito instrumento da consciência livre.

Pouco pretensioso, o jazz é da rua, é dos bares generosos. Quando as ruas e os bares perdem o jazz, nós perdemos um pouco mais de liberdade, de oportunidade para lançar a conversa num precipício interminável, empurrada pela enxurrada de uísque e de fumo livre.

Hoje, de manhã, acordei com uma notícia amarga. O Catacumbas - o último speak easy, digno do nome, na cidade - fechará em fevereiro. Talvez seja mais uma das consequências do tempo que vivemos. A crise. Porém, pergunto-me se a verdadeira crise não será a mesma história de sempre: a desvalorização das coisas, a troca do brinquedo velho pelo novo, a ditadura da novidade e do trendy e assim sucessivamente. 

Este é o meu maior ressentimento, não o nego. Porque não gosto de perder as minhas coisas favoritas. 

 

 

Até jazz, Manel.

03
Jun10

Os carteiristas do 28 também não olham a nacionalidades

jorge c.

Se é cada vez mais evidente que a grande preocupação do Ministério da Cultura deve ser o património, a sua manutenção e promoção, também parece ser cada vez mais óbvio que o Estado tem de repensar muito bem a forma de o concretizar.

 

Numa cidade como Lisboa, em que o turismo atinge números altos, é natural que se tente rentabilizar monumentos e restante património arqueológico. A verdade é que há monumentos e monumentos. O Castelo de S. Jorge é um património da cidade mais pela sua vista, pela sua localização, do que pelo seu valor arqueológico (na óptica do consumidor). Não faz qualquer sentido qualquer aproveitamento dessa situação para ganhar dinheiro. É apenas disto que se trata - ganhar dinheiro.

 

Nesta questão particular a Egeac comporta-se como um merceeiro da baixa que aumenta os preços por causa dos turistas e esquece o resto da cidade. É que o resto da cidade não são só os moradores do concelho. Basta ver o trânsito diário na ponte 25 de Abril, no IC 19 e na A1, para não falar dos transportes públicos para fora da cidade. O aumento de 40% é, portanto, insensato e despropositado. Há aqui uma clara tentativa de aproveitar esse ganho para outros campeonatos.

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